Valente

Valente | BraveA Pixar Animation Studios exibe um grau de qualidade em suas produções que ainda não foi atingido pela concorrência. Responsável por verdadeiras preciosidades como “Ratatouille” e “Up – Altas Aventuras”, a Pixar sempre conquista expectativas do público ao anunciar um novo projeto em desenvolvimento. Não foi diferente com “Valente”, cuja prévia antecipava uma aventura como jamais vista. No entanto, a história escrita por Brenda Chapman, Irene Mecchi, Mark Andrews e Steve Purcell, toma rumos não muito promissores.

Começa muito bem a jornada de Merida (voz da escocesa Kelly Macdonald, substituindo a americana Reese Witherspoon), uma jovem e destemida princesa que deseja quebrar a velha tradição de se casar para assegurar a próxima geração de seu reino.  Não que Merida não se permita a amar, mas acredita que está em uma fase em que a independência é sua melhor aliada. Além do mais, os seus pais, Fergus e Elinor (Billy Connolly e Emma Thompson), só lhe oferecem pretendentes questionáveis.

A única solução imediata que Merida encontra para este impasse é recorrer aos feitiços de uma bruxa (Julie Walters). No entanto, o que seria uma porção para manipular os desejos de sua mãe em casá-la é, na verdade, uma maldição que a transformará em um urso. Arrependida por usar um método tão baixo, Merida correrá contra o tempo para desfazer a maldição, uma vez que teme a interferência de seu pai, um homem bruto que perdeu uma das pernas justamente por enfrentar um urso.

Como se vê, a premissa de “Valente” não é ruim, mas pode ser facilmente confundida com um conto protagonizado por uma frágil heroína. Reside aí sua fraqueza, pois Merida foi concebida para ser uma protagonista tão resistente quanto um homem. Ela o é, mas o desenvolvimento da história não colabora para evidenciar suas maiores virtudes.

Este desequilíbrio talvez aconteça pelo desentendimento entre duas mentes criativas. Neste caso, entre Brenda Chapman e Mark Andrews. Antes planejado como um filme assinado apenas por Brenda Chapman, “Valente” sofreu modificações quando a cineasta foi trocada por Mark Andrews, que por sua vez contou com Steve Purcell como co-diretor. No fim das contas, Brenda foi creditada e desconversa ao apesar afirmar que “Valente” saiu exatamente como visualizava. Com a ausência de uma ótica feminina mais intensa, restou a “Valente” a bela cabeleira ruiva de Merida e a promessa de uma obra-prima como seus únicos aspectos marcantes.

Título Original: Brave
Ano de Produção: 2012
Direção: Brenda Chapman e Mark Andrews
Roteiro: Brenda Chapman, Irene Mecchi, Mark Andrews e Steve Purcell
Com vozes de: Kelly Macdonald, Emma Thompson, Kevin McKidd, Billy Connolly, Robbie Coltrane, Julie Walters, John Ratzenberger, Craig Ferguson, Sally Kinghorn, Eilidh Fraser, Peigi Barker, Steven Cree, Steve Purcell, Callum O’Neill e Patrick Doyle

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4 Respostas para “Valente

  1. “Valente” tem um ponto interessante: uma princesa que não é típica dos contos de fada. Merida é uma adaptação ao nosso mundo moderno, em que as mulheres são independentes e corajosas para brigarem por si próprias e seus destinos. Mas, este se trata de um filme da Pixar um tanto irregular.

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