Looper – Assassinos do Futuro

Looper - Assassinos do Futuro | Looper Diante da tecnologia que o cinema atualmente tem ao seu dispor, surpreende a ausência de filmes de ficção-científica que construam realidades paralelas ou universos inimagináveis com autenticidade. Lamentavelmente, o que se vê são atualizações de obras bem-sucedidas no passado, resultando agora em espetáculos barulhentos e visualmente confusos.

Oriundo do cinema independente, o jovem cineasta americano Rian Johnson consegue fazer uma interessante mescla entre modernidade e conteúdo com “Looper – Assassinos do Futuro”. Esta modesta realização recorre a alguns artifícios visuais ao contar uma envolvente história que se desenvolve através da interação entre presente e futuro, dois tempos distintos, mas que dependem um do outro.

Em 2044, teremos Loopers, agentes anônimos contratados pela máfia e encarregados de eliminarem pessoas do futuro. Através de Joe (Joseph Gordon-Levitt), personagem central da história, vemos que o seu trabalho é simples. Sempre no mesmo lugar e horário programados, Joe irá se deparar com o seu alvo encapuzado através de teletransporte, disparando sua arma sem qualquer vacilo. Depois, resta a ele dar fim ao cadáver, algo que se mostra mais complicado no futuro que veio.

Mesmo que a atividade desumana se mostre financeiramente recompensadora, Joe tem ciência de que o seu destino já está predeterminado: uma vez que um Looper eliminar sua versão do futuro, não restará muitos anos para que o mesmo inegavelmente lhe aconteça. Isto acontece mais cedo que o esperado e exatamente por isto Joe falha na missão de matar o homem que é sua versão mais velha (e incorporada por Bruce Willis).

Se esta premissa já não rendesse um entretenimento de prender na cadeira, o também roteirista Rian Johnson prepara para a segunda parte de “Looper- Assassinos do Futuro” uma nova surpresa através de Sara, personagem da excelente Emily Blunt que aos poucos se mostrará algo além de uma mera desconhecida para Joe. Chegado a este momento, entretanto, “Looper – Assassinos do Futuro” tem uma pequena falha que se espalha como um câncer. Trata-se da maquiagem que praticamente deforma o rosto de Joseph Gordon-Levitt ao ponto de querer aproximá-lo das mesmas feições de Bruce Willis. A semelhança entre os protagonistas inexiste e isto quebra um pouco da mágica de “Looper – Assassinos do Futuro”, que não nos consegue fazer crer que estamos, enfim, diante da mesma pessoa.

Título Original: Looper
Ano de Produção: 2012
Direção: Rian Johnson
Roteiro: Rian Johnson
Elenco: Bruce Willis, Joseph Gordon-Levitt, Emily Blunt, Jeff Daniels, Piper Perabo, Paul Dano, Garret Dillahunt, Pierce Gagnon, Tracie Thoms, Han Soto, Sylvia Jefferies, Noah Segan, David Jensen, Nick Gomez, Sam Medina, James Rawlings, Ritchie Montgomery, James Hébert, Amy Le, Adam Boyer e Josh Perry

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3 Respostas para “Looper – Assassinos do Futuro

  1. A maquiagem que deforma o rosto de Joseph Gordon-Levitt foi uma das coisas que mais me espantou em “Looper”. Tive dificuldades pra reconhecer o ator e acho que isso foi desnecessário e até, de uma certa maneira, atrapalhou o trabalho dele.

    O filme tem uma reviravolta interessante, a partir do instante em que Bruce Willis entra em tela. Não costumo gostar muito de longas de ficção científica, mas esse me agradou bastante. Achei criativo e diferente!

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