Frisson des collines

36ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo

1969 foi um ano que marcou muitas pessoas. Além de ser o momento em que todo o mundo era introduzido a uma fase da história em que adotamos um comportamento mais independente, tivemos feitos marcantes. Foi neste ano que Neil Armstrong se tornou o primeiro homem a pisar na Lua. Também tivemos o Festival de Woodstock, que contou com grandes nomes da música Rock como Janis Joplin e Jimi Hendrix. Os cinéfilos também devem se lembrar que em 1969 ocorreu a morte da bela Sharon Tate, esposa do diretor Roman Polanski assassinada pelos seguidores de Charles Manson.

O diretor e roteirista canadense Richard Roy era jovem quando testemunhou todos estes eventos até hoje ativos no imaginário do público. Além do mais, é possível deduzir que sua vida particular se mostrou decisiva neste período. Tudo isto porque “Frisson des collines” é um filme que faz um apanhado de tudo o que marcou o final da década de 1960 ao mesmo tempo em que tem Frisson (Antoine Pilon) como personagem central, garoto de 12 anos que está naquela fase da vida em que a ingenuidade se esvai para dar espaço a uma visão que possibilita encarar o mundo como ele é.

Fã incondicional de Jimi Hendrix, Frisson, que vive com os seus pais em um trecho rural de Quebec, quer a todo o custo ver o ídolo pela primeira vez no Woodstock e, quem sabe, pedir um autógrafo. Porém, uma tragédia surge para impedir os seus planos: o pai de Frisson, funcionário de uma companhia de eletricidade, morre em um acidente de trabalho. Mesmo desolado e com uma mãe incapaz de superar a dor da perda, Frisson não abaixa a cabeça e decide seguir o seu pequeno sonho.

Richard Roy sabe como filmar uma história juvenil. Sua câmera circula leve pelos ambientes, sempre em equilíbrio com os pequenos personagens centrais. Além do mais, com o apoio do diretor de fotografia Yves Bélanger (“Laurence Anyways”), faz de “Frisson des collines” uma obra de cores vívidas, em que se destacam o verde da natureza e o amarelo da luz solar. Sua única falha foi não se livrar dos estereótipos, representados por personagens secundários como o melhor amigo que sempre urina em ocasiões inapropriadas, o sujeito obeso e desprezível que só provoca desarmonia por onde passa, a professora de beleza irretocável que desperta desejos íntimos até de seus alunos que estão na puberdade e o motoqueiro rebelde e de corpo definido cheio de boas intenções.

Título Original: Frisson des collines
Ano de Produção: 2011
Direção: Richard Roy
Roteiro: Michel Michaud e Richard Roy
Elenco : Guillaume Lemay-Thivierge, Antoine Bertrand, Evelyne Brochu, Anick Lemay, Antoine Pilon, Patrice Robitaille, Paul Doucet, Geneviève Brouillette, Louis Champagne, Viviane Audet, Jean-Nicolas Verreault, William Monette e Alice Morel-Michaud

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