Os Vingadores

Um filme como “Os Vingadores” é muito difícil de ser realizado. Há tantos personagens importantes que nem mesmo um longa-metragem com três horas de duração conseguiria destacá-los com equilíbrio. Para isso, a Marvel Studios decidiu investir em filmes solos para enfim conceberem “Os Vingadores”. Tivemos assim a franquia Marvel, composta pelos filmes “Homem de Ferro”, “O Incrível Hulk”, “Homem de Ferro 2”, “Thor” e “Capitão América – O Primeiro Vingador”.

Devidamente apresentados ao público isoladamente, “Os Vingadores” conseguiria se concentrar em construir uma ameaça suficientemente convincente para a reunião de personagens como Tony Stark/Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) e Steve Rogers/Capitão América (Chris Evans). Tal ameaça é representada por um verdadeiro MacGuffin: trata-se de Tesseract, uma poderosa fonte de energia capaz de destruir toda a Terra. O objeto é cobiçado por Loki (Tom Hiddleston), irmão adotivo de Thor (Chris Hemsworth) que passa a controlar membros da S.H.I.E.L.D. (como o Gavião Arqueiro de Jeremy Renner) assim que o tem em mãos.

Com o nosso planeta em risco, Nick Fury (Samuel L. Jackson), agente responsável pela S.H.I.E.L.D., recruta Stark, Rogers, Bruce Banner (Mark Ruffalo) e Viúva Negra (Scarlett Johansson) para formarem Os Vingadores, equipe que unirá todas as suas habilidades para interromper o plano de Loki.

É engraçado notar que “Os Vingadores” parece perder um tempo precioso em seu primeiro ato ao aproximar os heróis para o espectador, mesmo que já estejamos familiarizados com cada um deles. Quando eles finalmente se tornam Os Vingadores, Joss Whedon não orquestra a ação de maneira surpreendente. Se a longa sequência passada na nave da S.H.I.E.L.D. se mostra pouco imaginativa, a destruição em Nova York que toma conta da tela no clímax da história se assemelha as badernas orquestradas por Michael Bay na franquia “Transformers”.

Se a contribuição de Joss Whedon para “Os Vingadores” nada tem de relevante para acrescentar ao universo de super-heróis vindos das histórias em quadrinhos neste quesito, ele é brilhante ao menos em um aspecto: o uso de humor espirituoso, estranhamente tão ignorado em fitas do gênero. A interação entre os personagens é tão divertida que passamos até mesmo a ignorar as besteiras que motivam Loki em levar os seus planos até as últimas consequências. A decisão não apenas beneficia personagens como Hulk (que de monstrengo insosso se converteu em um alívio cômico memorável), mas dita um novo rumo interessante para as adaptações de histórias em quadrinhos. Resta aguardar para que as futuras sequências já confirmadas para “Homem de Ferro”, “Thor” e “Capitão América” sigam o mesmo caminho.

Título Original: The Avengers
Ano de Produção: 2012
Direção: Joss Whedon
Roteiro: Joss Whedon, baseado nas histórias em quadrinhos de Jack Kirby e Stan Lee
Elenco: Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Tom Hiddleston, Clark Gregg, Cobie Smulders, Stellan Skarsgård, Samuel L. Jackson, Gwyneth Paltrow, Powers Boothe, Harry Dean Stanton, Stan Lee, Jerzy Skolimowski e voz de Paul Bettany

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9 Respostas para “Os Vingadores

  1. “Os Vingadores” é um grande filme no sentido de que é uma peça de entretenimento muito bem orquestrada. Entretanto, o longa tem várias falhas, especialmente na questão do roteiro. Achei impressionante também o fato do filme só oferecer UM vilão pra lutar contra uma gama de super herois. O Lóki devia ser muito poderoso mesmo… De qualquer forma, acho que “Os Vingadores” cumpriu o que a Marvel esperava do filme.

    • Kamila, não achei um problema haver apenas Loki como vilão, uma vez que ele tem poderes suficientes para fazer um verdadeiro exército. Mas também não acho o filme essa oitava maravilha do mundo.

  2. Eu amei esse filme!
    Concordo na questão de querer mostrar um pouco de cada personagem já que todos tiveram um filme pra que os conhecer.

    Adorei o texto, Alex.

    Parabéns!

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