Até a Eternidade

Volta e meia alguém concebe um filme que trata sobre a reunião de grandes amigos. O exemplar a ganhar destaque atualmente é o francês “Até a Eternidade”, dirigido e roteirizado por Guillaume Canet. Companheiro da atriz Marion Cotillard, Canet é um nome mais conhecido em frente às câmeras, mas se deu bem atrás delas com os sucessos de “Não Conte a Ninguém”, adaptação do romance homônimo de Harlan Coben, e “Até a Eternidade”.

Através de um plano-sequência impactante, vemos Ludo (Jean Dujardin, de “O Artista”) sofrer um acidente que o deixa em um estado gravíssimo. O acontecimento coincide com o momento que Ludo iria passar férias com os seus melhores amigos. Mesmo que esteja entre a vida e a morte em um hospital, os amigos de Ludo decidem seguir em frente com o plano de se divertirem plenamente.

A ausência de Ludo é sentida, mas há outras coisas bem densas acontecendo. Há, por exemplo, um clima desconfortável entre Max (François Cluzet) e Vincent (Benoît Magimel). Antes de saírem de férias com o restante dos amigos, Vincent confessa em um jantar com Max que é apaixonado por ele. O quadro é complicado porque ambos possuem mulheres e filhos e Max parece incapaz de processar a revelação do melhor amigo sem apresentar nenhum choque.

Os outros personagens também sofrem por amor. Se Eric (Gilles Lellouche) e Antoine (Laurent Lafitte) estão em crise por não conseguirem declarar os sentimentos que nutrem pelas mulheres que mais amaram em toda a vida, Marie (Marion Cotillard) dispensa todos os pretendentes que a rodeiam por razões misteriosas.

Os dramas internos desses personagens podem soar triviais. No entanto, ganham rapidamente a empatia do espectador graças ao talento de Guillaume Canet em torná-los críveis. O realizador consegue nos tornam tão envolvidos com a interação entre os personagens que as duas horas e meia de duração passam sem nos provocar qualquer incômodo. Valorizado pelas performances naturais de todo o elenco e uma excelente trilha-sonora que contém músicas de Janis Joplin, David Bowie e Damien Rice, “Até a Eternidade” consegue apresentar com brilho tudo aquilo que caracteriza a verdadeira amizade, culminando num desfecho em que é difícil não se comover.

Título Original: Les petits mouchoirs
Ano de Produção: 2010
Direção: Guillaume Canet
Roteiro: Guillaume Canet
Elenco: François Cluzet, Marion Cotillard, Benoît Magimel, Gilles Lellouche, Jean Dujardin, Laurent Lafitte, Valérie Bonneton, Pascale Arbillot, Joël Dupuch, Anne Marivin, Louise Monot, Hocine Mérabet, Mathieu Chedid, Maxim Nucci, Néo Broca Marc Mairé, Jeanne Dupuch e Mado Mérabet
Cotação: 3 Stars

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3 Respostas para “Até a Eternidade

  1. Quem diria que o Guillaume Canet, um ator regular, iria se tornar um diretor interessante. Acho que ele deve ser o Ben Affleck francês! rsrsrsrs Quero assistir a esse filme aí!

    • Kamila, sinto que não posso chamar o Canet de regular, uma vez que não conferi muitas interpretações dele. E acho uma pena que o filme tenha ganhado um circuito tão restrito (estreou em apenas uma sala em São Paulo). Talvez ganhe uma outra chance quando chegar em DVD.

  2. Pingback: Apenas Uma Noite | Cine Resenhas·

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