Prometheus

Quando o projeto “Prometheus” começou a ganhar vida, todo mundo ficou entusiasmado. O filme não criou apenas aquele tipo de expectativa voltada para um blockbuster comum. Trata-se do retorno do inglês Ridley Scott ao universo da ficção-científica, gênero em que ele é mestre através dos clássicos “Alien – O Oitavo Passageiro” e “Blade Runner – O Caçador de Androides”. A cereja do bolo? “Prometheus” é ambientado num cenário similar ao de “Alien – O Oitavo Passageiro”.

Uma equipe de cientistas e exploradores liderados por Elizabeth Shaw (Noomi Rapace) viaja para um planeta chamado Paradise com intenção de encontrar respostas para os mistérios que cercam a origem do ser humano. A hipótese foi levantada pela própria Elizabeth Shaw quando seu pai (Patrick Wilson) encontrou artefatos que provam que os seres humanos foram geneticamente concebidos por uma raça alienígena.

Temos assim Prometheus, a nave criada especialmente para a exploração do planeta Paradise. Situados no cenário espetacular e com evidências recolhidas em ambientes inóspitos, algumas coisas passam a sair do controle. Além das criaturas medonhas e perigosas à espreita e substâncias negras que podem provocar efeitos colaterais irreversíveis quando manipulados, alguns membros da equipe, como o androide David (Michael Fassbender) e Meredith Vickers (Charlize Theron), apresentam algumas atitudes dúbias.

Como espetáculo visual, “Prometheus” dificilmente terá um concorrente à altura neste ano. Impossível não ficar imerso durante as cenas em que é explorado Paradise. Especialmente quando há alguma ação, como aquela em que uma tempestade se aproxima enquanto Elizabeth Swan e outros membros da equipe exploram uma caverna. Visto em uma tela de cinema gigante (preferencialmente IMAX) e em 3D a experiência se torna ainda mais indescritível.

Por outro lado, os roteiristas Damon Lindelof e Jon Spaihts (que escrevem, respectivamente, os patéticos “Cowboys & Aliens“ e “A Hora da Escuridão”) parecem tão maravilhados com a história que escreveram que cometeram o erro de acrescentar elementos que só desviam a atenção do foco principal da história (não à toa, a incômoda sensação de que a protagonista Elizabeth Shaw é jogada de escanteio na maior parte do filme é constante). Além do mais, o diretor Ridley Scott já não apresenta o vigor de outrora. Se a intenção era reprisar a relevância e impacto de sua obra-prima “Alien – O Oitavo Passageiro”, ficou só na promessa.

Título Original: Prometheus
Ano de Produção: 2012
Direção: Ridley Scott
Roteiro: Damon Lindelof e Jon Spaihts
Elenco: Noomi Rapace, Michael Fassbender, Charlize Theron, Idris Elba, Logan Marshall-Green, Sean Harris, Rafe Spall, Emun Elliott, Benedict Wong, Kate Dickie, Patrick Wilson, Lucy Hutchinson e Guy Pearce
Cotação: 3 Stars

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11 Respostas para “Prometheus

  1. O roteiro de “Prometheus” acaba sendo o grande problema do filme, especialmente no que diz respeito à construção dos personagens e ao fato de que as perguntas levantadas ficam sem resposta.

    A parte técnica acaba se destacando como ponto alto do filme. A trilha sonora é a minha favorita do ano, até agora. Ponto para Ridley Scott por criar o clima certo tensão num filme que pede isso.

    • Kamila, além do roteiro, acredito que o filme acaba se comprometendo demais com a condução de Ridley Scott. Definitivamente, o cineasta perdeu a mão. Claro, o trabalho dele aqui é infinitamente melhor em comparação com que ele andou se metendo após aquele delicioso “Os Vigaristas”. Ainda assim, é muito pouco para um filme que nos encheu de tantas expectativas.

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