Ponto Crítico – Jan/12

Saudações cinéfilas!

Embora já estejamos praticamente na metade de 2012, apenas agora pude investir tempo para montar o Ponto Crítico de Janeiro. O atraso deverá ser compensado nas próximas semanas com o envio das listas de lançamentos nos meses de fevereiro e março para avaliação.

Como vocês podem perceber, o modelo do Ponto Crítico foi modificado. Antes uma tabela que contabilizava todas as avaliações, o novo modelo que elaboro procura dar um destaque maior tanto para as produções que conquistaram melhores avaliações quanto para os blogueiros que participam ativamente desta seção. Gostaria muito de fazer um resumo para todos os filmes que receberam ao menos três notas, mas isto é um trabalho que requer mais tempo. Outra barreira é que nem sempre há críticas feitas para todos os filmes do ponto crítico, algo que pude confirmar fazendo uma rápida consulta nos links do meu Blogroll. Enfim, digam o que acharam do novo formato ou se preferem a velha e eficiente tabela feitas em todas as edições passadas.

Dito tudo isso, temos “A Separação” como o melhor filme de janeiro, com média 85, sete pontos a mais que o segundo colocado, “L’Apollonide: Os Amores da Casa de Tolerância”. Por ter sido uma ocasião em que as distribuidoras aproveitavam a temporada de premiações cinematográficas, muitos filmes de qualidade foram lançados, justificando o número baixo de produções a receberem uma média inferior a 60. Conheçam os principais destaques de janeiro a seguir, todos acompanhados com trechos de críticas de alguns blogueiros que participaram dessa edição.

Top 5

A Separação, de Asghar Farhadi [13/16]
Com diálogos fortes, atuações estupendas e uma trama muito tensa, que vai criando um efeito dominó que arrasta todos os personagens para situações limítrofes e complexas, “A Separação” é o tipo de filme que deixa o espectador grudado na cadeira e com a musculatura contraída desde a primeira impactante cena até o desfecho perfeito. + Artes & Subversão

L’Apollonide: Os Amores da Casa de Tolerância, de Bertrand Bonello [7/16]
O filme não esquece sua motivação: decantar aquelas personagens é desnudá-las por inteiro e em todos os sentidos, reconhecê-las na iminência da paisagem que se apresenta. A decantação é parte desse processo de esparramar as forças de cada uma, difundir a heterogeneidade num espaço a elas mesmas tão caro. Um filme de resistência. + Tudo é Crítica

Guerreiro, de Gavin O’Connor [11/16]
Da forma como “Guerreiro” foi concluído, não conseguimos culpar ninguém. Vemos, em cada personagem, seres humanos cheios de falhas, tristezas e, por que não, esperanças. É o retrato de uma família desmantelada pelo tempo. O filme explora bem isso, seja quando aposta no estilo mais óbvio de dramaturgia ou quando resolve utilizar a luta como metáfora. + Cinema e Argumento

Os Descendentes, de Alexander Payne [13/16]
O filme respeita o drama particular de todos, assim como as emoções sinceras que podem aflorar no espectador. O exato plano final, quase uma afronta, é também um belo convite para que procuremos investigar e questionar nossas próprias relações com aqueles a quem devemos laços de linhagem, nossas raízes. + Moviola Digital

O Espião que Sabia Demais, de Tomas Alfredson [9/16]
“O Espião Que Sabia Demais” é, portanto, um filme de espiões para adultos. Um filme que confia em seu público e que apresenta uma narrativa densa e complexa, evitando explicar a história a cada cinco minutos e sem medo de permitir que o espectador relacione por conta própria as reviravoltas e detalhes da trama. + Fila K

Lanterninha

As Aventuras de Agamenon, o Repórter, de Victor Lopes [4/16]
A verdade é que, na conjuntura atual do humor brasileiro, o tipo de comédia que os Cassetas fazem é muito ultrapassado – para não dizer sem graça. Sim, eles são excelentes na sátira política, mas falta a eles um tipo de linguagem mais moderna, que tenha um apelo não só entre o público jovem, como também com o público em geral. Essa falha de comunicação está muito bem notada no filme. + Cinéfila por Natureza

 

Participam desta edição: Alex Gonçalves (Cine Resenhas), Ana Kamila (Cinéfila Por Natureza), Erika Liporaci (Artes & Subversão), Gustavo H. Razera (Cine Cápsulas), Hélio Flores (Cinefilia.com), Luis Galvão (Galvanismo), Marcelo Ferreira (visitante), Matheus Pannabecker (Cinema e Argumento), Mayara Bastos (Apaixonada Por Cinema), Maza Rigotti (Fila K), Pedro Henrique (Tudo é Crítica), Pedro Tavares (Cinema o Rama), Rafael Carvalho (Moviola Digital), Rafael Moreira (Impressões de Um Estranho), Robson Saldanha (Portal Cine) e Vinicius Pereira (Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos).

Até a próxima!

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7 Respostas para “Ponto Crítico – Jan/12

  1. Obrigada por ter usado um trecho do meu blog. E eu faço coro com o amigo de cima: também gosto do cavalinho de Spielberg. Outra: gostei MUITO do novo formato do Ponto Crítico. Parabéns! Ficou excelente!!

    • Kamila, a utilização de trechos será constante nas próximas edições. Vou aceitar o seu agradecimento como carta branca para te linkar quando eu precisar, ok? =D

      Ah, e obrigado por dar a sua opinião sobre o novo formato. Vou fazer uma mescla com o formato anterior, pois já teve gente que me cutucou não aprovando muito esse daqui.

  2. Top 5 bonito esse, feliz por L’Apollonide aparecer ali em posição tão boa. Também acho injusta essa posição de Cavalo de Guerra. E gostei do novo formato do Ponto Crítico, mas ainda sinto falta das tabelas com as notas individuais.

  3. Pingback: Melhores de 2012 – Ponto Crítico |·

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