Retrospectiva 2011

Cena de “Amizade Colorida”, com Justin Timberlake e Mila Kunis

NOVOS RUMOS PARA AS COMÉDIAS ROMÂNTICAS

As comédias românticas representam o gênero cinematográfico mais manjado. Para ir ao cinema conferir a alguma fita desse gênero só acompanhado pela(o) namorada(o) ou quando não há opções melhores em cartaz. Mas eis que neste ano chegaram ao Brasil ao menos quatro filmes que parecem indicar uma nova forma de se encenar histórias tão previsíveis: com pouca roupa. “Amor e Outras Drogas“, “Sexo Sem Compromisso“, “Amizade Colorida” e “Qual Seu Número?” são os filmes que trazem protagonistas com corpos sarados à mostra. Nem todos se livraram do maldito lençol em “L”, mas tudo indica que daqui para frente não teremos filmes tão comportados assim, o que deverá deixar de cabelos em pé alguns censores.

“And thank you god for making me an atheist”

AS POLÊMICAS DE RICKY GERVAIS NO GLOBO DE OURO 2011

Há tempos não se via uma edição do Globo de Ouro que deixasse tão exposto o seu caráter de evento mais duvidoso de todos. Angelina Jolie e Johnny Depp sendo indicados por “O Turista“? “Burlesque” como melhor comédia/musical? Halle Berry ocupando vaga na categoria de melhor atriz dramática por um filme, “Frankie and Alice”, que ninguém viu? O seriado “Glee” novamente marcando forte presença? Não passa de desculpa esfarrapada para ocupar as mesas com as celebridades mais belas e comentadas do momento, o que ajuda a atrair uma boa audiência e, provavelmente, encher o bolso dos votantes com mimos dados por produtores que querem ver suas produções indicadas. Mas quer saber? Acompanhar o Globo de Ouro se revelou uma experiência menos tortuosa do que o Oscar. O motivo é composto por duas palavras: Ricky Gervais. O comediante britânico, ácido que só ele, não perdoou ninguém. Disse que nem ele mesmo viu “O Turista” e que o filme só estava ali por causa de suborno, citou os pontos mais vergonhosos da carreira de Bruce Willis e ainda o chamou de “pai de Ashton Kutcher”, desdenhou de Tim Allen e apontou que a categoria de melhor filme estrangeiro é uma que ninguém dali se importa. De bônus, houve ainda agradáveis surpresas. Entre elas, Paul Giamatti como melhor ator de comédia ou musical por “A Minha Versão do Amor” e Laura Linney como melhor atriz em seriado cômico ou musical por “The Big C”.

Enquanto Anne Hathaway se esforça, James Franco usa Twitter durante cerimônia do Oscar 2011

OSCAR 2011: MAIS INSOSSO DO QUE NUNCA

O Oscar é a premiação que todo cinéfilo aguarda roendo as unhas. Por outro lado, também é aquela onde todo mundo adora chutar o balde quando exibido. Na edição de 2011 não foi diferente, a começar com as críticas direcionadas aos apresentadores. Anne Hathaway é uma fofa, mas não há ser no mundo que consiga se sair bem quando precisa dividir um palco com um banana como James Franco, um dos atores que mais amo odiar e que parecia sob efeito de drogas pesadas. Outro problema foi a falta de momentos marcantes. Com exceção das presenças de Kirk Douglas (só o pó apresentando a categoria que rendeu o Oscar de melhor atriz coadjuvante para Melissa Leo por “O Vencedor“) e Billy Cristal (boa notícia: ele será o próximo anfitrião), tudo correu de forma muito careta. O tom talvez reflita diretamente o vencedor da noite, a produção britânica “O Discurso do Rei“, cujo prêmio era possível ser antecipado com o prêmio de melhor diretor para Tom Hooper e a exibição do vídeo para a categoria de melhor filme que destacava em demasia a produção do rei gago. De qualquer maneira, mais da metade dos finalistas eram apáticos do jeito que os acadêmicos gostam e filmes que realmente tem um algo a mais como “Minhas Mães e Meu Pai” e “Inverno da Alma” tiveram que se contentar apenas com as indicações. E desculpe o comentário totalmente pessoal, mas como é bom ver Nicole Kidman se reerguendo como intérprete.

“I understand Hitler; I sympathize with him a bit”

PERSONA NON GRATA DE CANNES 2011

O Festival de Cannes é uma premiação que demora para surtir efeito em qualquer cinéfilo. Afinal, todos os longos, em competição ou não, têm suas primeiras exibições no evento e só depois de muito tempo eles chegam nos cinemas ou em home vídeo para nós prestigiarmos – até isso acontecer, os prêmios já foram distribuídos e restará apenas discutir com os amigos os resultados. Pois nada melhor do que encaixar comentários referente a última edição do Festival de Cannes nesta retrospectiva. Com Faye Dunaway estampando o cartaz do evento, tivemos “Beleza Adormecida”, da estreante Julia Leigh, como o filme de abertura, drama que de certa forma representou bem a ausência de unanimidade de Cannes, que sempre conta com vaias exageradas e aplausos ensurdecedores. Nas categorias principais, tivemos o prêmio de melhor direção para o trabalho do dinamarquês Nicolas Winding Refn em “Drive” (que em breve chegará aos cinemas brasileiros), melhor ator para o francês Jean Dujardin (“O Artista”), melhor atriz para o assombroso trabalho de Kirsten Dunst em “Melancolia” e, finalmente, a Palma de Ouro para “A Árvore da Vida” – sempre sumido, Terence Mallick não estava presente para receber pessoalmente o prêmio. Nada que se aproximasse do agito provocado por novos depoimentos da autoria de Lars von Trier, banido do festival após dizer, em tom de brincadeira, que compreendia Hitler. Se não tivesse dito tantas bobagens, provavelmente conseguiria com “Melancolia“, sua primeira obra-prima após “Dogville”, o prêmio máximo do evento.

“The ups and downs, the problems and stress, along with all the happiness, have given me optimism and hope because I am living proof of survival”

ADEUS ELIZABETH TAYLOR

Para alguém que superou várias fases onde o estado de saúde era crítico, pode-se dizer que Elizabeth Taylor foi capaz de viver muito bem. Ganhou dois Oscar (um deles, por “Disque Butterfield 8”, bem injusto, é verdade), foi a primeira a ganhar o cachê de um milhão de dólares (por “Cleópatra”), pôde se casar oito vezes (duas só com Richard Burton), foi mãe de quatro crianças e avó de outros nove, testemunhou grandes amigos como Michael Jackson e Rock Hudson partirem, saiu de várias cirúrgicas (inclusive uma para remover um tumor no cérebro) com sucesso, comprou muitos diamantes, pôde levantar fundos para campanhas contra a AIDS, criou sua própria linha de perfumes… É difícil em uma única existência conseguir tantos feitos e superar tantas adversidades, mas Elizabeth Taylor conseguiu isso e muito mais. Foi a maior estrela da Era de Ouro de Hollywood e se um momento teve que partir (faleceu no dia 23 de março), pôde deixar como testamento para seus fãs uma filmografia extensa. De altos e baixos sim, mas que não deixam de enaltecer seu talento inquestionável e sua beleza extrema.

Incoformados, paulistanos lutaram pela sobrevivência do cinema

O FIM DO CINE BELAS ARTES

Conforme o tempo passa, os famosos cinemas de rua são exterminados das grandes metrópoles. Redes de cinema como Cinemark e Playarte dominaram os shoppings centers e o público do circuito alternativo se esvai, o que infelizmente arrecatou no fechamento de cinemas como o Gemini, Astor e o Lilian Lemmertz. Quase há sete décadas em funcionamento, o Cine Belas Artes ficou comprometido com o rompimento do patrocínio mantido com o banco HSBC. A única saída foi mobilizar o público a aparecer com maior frequência ao estabelecimento ao mesmo tempo que André Sturm, sócio-proprietário do cinema, corria para fechar acordo com um novo patrocinador. Quando tudo parecia resolvido, um golpe do destino: Flávio Maluf, proprietário do imóvel, impôs um aumento absurdo de aluguel, inviável somando todas as outras despesas. Foram meses de mobilização de centenas de paulistanos e um processo de tombamento com resposta negativa. As portas do Cine Belas Artes tiveram que ser fechadas em março, deixando vários cinéfilos órfãos de um espaço cuja programação ainda incluía o famoso noitão, evento mensal que exibia três ou quatro filmes (um deles surpresa) pelo preço de um ao longo da madrugada – aqueles que como eu já foram sabem a falta que faz.

Michelle Pfeiffer foi inspiração para Elizabeth Olsen se tornar atriz

NASCE UMA ESTRELA: ELIZABETH OLSEN

Todo ano uma nova estrela surge com uma carreira promissora. Se em 2011 houve um nome que se destacou entre os demais sem dúvidas foi da jovem Elizabeth Olsen. O seu extraordinário trabalho em “Martha Marcy May Marlene” já lhe rendeu ao menos uma dúzia de prêmios e indicações, que surpreendentemente tem nesta produção independente o seu primeiro trabalho como atriz (embora o remake de “A Casa“, “The Silent House”, tenha sido filmado antes, “Martha Marcy May Marlene” ganhou lançamento primeiro). Prestes a completar vinte e três anos, Elizabeth Olsen é formada no Tisch School of the Arts e, contando com “The Silent House”, tem cinco filmes que ganharão o circuito em breve, entre eles “Red Lights” (suspense estrelado por Robert De Niro e dirigido por Rodrigo Cortés) e “Paz, Amor e Muito Mais”, novo retorno da veterana Jane Fonda. Os tabloides dizem que a o início de sua carreira como atriz é tão bem-sucedido que suas irmãs mais velhas, as gêmeas Olsen, estão morrendo de inveja.

Jessica Chastain: sete filmes em 2011

O ANO É DE JESSICA CHASTAIN

Considerar Jessica Chastain uma novata é um pouco equivocado, pois desde 2004 esta californiana nascida em 1981 tem trabalhado em séries de tevê e pequenos dramas independentes de pouca visibilidade. Pois a vida profissional de Jessica Chastain ganhou um up no último ano assim que lançou em Cannes “A Árvore da Vida“, filme que garantiu a Terence Mallick a Palma de Ouro. É difícil imaginar como Jessica Chastain teve tempo para respirar nesta fase tão conturbada de sua carreira, garantindo presença em inúmeros projetos além de “A Árvore da Vida“: “No Limite da Mentira”, “Coriolanus”, “Histórias Cruzadas“, “Em Busca de um Assassino”, “Wilde Salome” e “O Abrigo”. As interpretações de Jessica foram tão marcantes em todos esses projetos que a imprensa americana já a chama de a nova Meryl Streep.

A ação movida contra “A Serbian Film” diz que ele tem “cenas de incesto e violência a granel”

“A SERBIAN FILM” E A CENSURA

“A Serbian Film – Terror sem Limites” é uma produção tão tola que não merece uma linha de atenção. Afinal, suas sequências de sexo e violência extremos, das quais o diretor Srdjan Spasojevic confirma refletir sua indignação com o país onde vive, são apenas encenações repulsivas. Foi o suficiente para a produção atualizar o seu histórico de restrições pelos países que passou, pois “A Serbian Film – Terror sem Limites” teve a sua exibição vetada pelos censores, que o declarou como inapropriado para ser exibido em qualquer sala de cinema no país. A Petrini Filmes, distribuidora de “A Serbian Film – Terror sem Limites”, recorreu, mas teve que se contentar com uma estreia restrita no Rio de Janeiro e exibições em festivais undergrounds de cinema em uma ou outra cidade. A polêmica só rendeu mais fama ao filme, que foi um dos mais baixados no ano passado e que reabriu a já enterrada discussão sobre o direito de escolha do espectador em ver o que lhe der na telha sem que a censura interfira.

Os óculos provocam uma irritação…

O DECLÍNIO DO CINEMA 3D

A obsessão de James Cameron em sempre manter o título de cineasta visionário cansa. Se hoje dia a mania do 3D está mais forte do que nunca é porque “Avatar” existe. Atualmente a maior bilheteria de toda a história do cinema, “Avatar” é mesmo uma experiência marcante diante de óculos especiais. O problema é que qualquer filme se aproveita do recurso sem ao menos contar com uma história que o force como necessário. A boa notícia é que o 3D se desgastou rapidamente, tendo declínio expressivo com alguns filmes lançados em 2011. “Conan, O Bárbaro“, um dos maiores fracassos em tempos recentes, recebeu inúmeras cópias em 3D tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. “Besouro Verde“, outra bobagem, fechou o caixa com grana abaixo do esperado e recebeu comentários para lá de negativos a respeito de seu 3D estereoscópico. “Padre“, baseado em uma graphic novel coreana, não tem uma sequência sequer que justifique sua conversão para o formato. Também lançado em 3D, “Os Três Mosqueteiros” não foi capaz de reprisar a deliciosa experiência proporcionada em “Resident Evil 4: Recomeço“, também dirigido por Paul W.S. Anderson. E quem teve a péssima ideia de lançar também em 3D o remake do “terrir” “A Hora do Espanto”? Não apenas pela falta de qualidade, todos os títulos apontados e outros mais fracassaram porque cobraram muito mais para serem projetados em um formato que aborrece pela forma porca como foi concebida. E também ninguém merece sair de uma sala de cinema frustrado com um filme ruim e com os olhos irritados após uma chuva de informações visuais desastrosas.

Johnny Depp em “O Diário de Um Jornalista Bêbado”, um dos maiores fracassos de bilheteria em 2011

JOHNNY DEPP: AINDA O ASTRO N.º 1 DE HOLLYWOOD?

Se fosse necessário apontar um único astro para representar toda a década passada ele seria Johnny Depp sem pensar duas vezes. Camaleônico, este americano tem reunido as características de um ator irretocável: é carismático, sempre versátil na escolha de personagens e jamais trabalha no piloto automático. Porém, a imensa popularidade alcançada com o capitão Jack Sparrow da franquia “Piratas do Caribe” teve uma consequência negativa para Johnny Depp entre 2009 e 2011. Estampar seu rosto em tantos blockbusters sem um pingo de ousadia desgastou sua imagem diante dos americanos, atualmente pouco entusiasmados em conferi-lo nos cinemas. Não se discute o sucesso mundial de “Alice no País das Maravilhas” e “Piratas do Caribe – Navegando em Águas Misteriosas“, cada um com mais de um bilhão de dólares arrecadados. Porém, considerando apenas a arrecadação de seus filmes em terras estadunidenses os números se revelam bem desapontadores. O fiasco de “O Diário de Um Jornalista Bêbado”, adaptação do romance homônimo de Hunter S. Thompson, pôs em cheque o poder de Johnny Depp em Hollywood. Isto porque a produção de 2011 rendeu pífios 13 milhões de dólares diante do orçamento de 45 milhões de dólares, um valor bem modesto diante de seus outros projetos como protagonista. Será que Johnny Depp conseguirá reconquistar a fama de cinco anos atrás?

Woody Allen dirige a primeira-dama francesa Carla Bruni

O SUCESSO DE “MEIA-NOITE EM PARIS

Woody Allen continua batendo cartão anualmente no cinema, mas até o momento não rodou um filme que superasse o já distante “Match Point”, sua última obra-prima produzida em 2005. Isto inclui seu filme mais recente, “Meia-noite em Paris“, cujos comentários são mais entusiasmados do que deveriam. Porém, diante do tópico bilheteria, o filme merece destaque. Isto porque “Meia-noite em Paris” é o filme de maior sucesso em toda a carreira de Woody Allen nos cinemas. Se o veterano nova-iorquino sempre se queixou pelos seus filmes não emplacarem ao chegar aos cinemas, ao menos nesta ocasião ele só tem a comemorar.

Diretor indicado seis vezes ao Oscar solicitou a remoção de seu nome em “A Casa dos Sonhos”

JIM SHERIDAN OU ALAN SMITHEE?

O veterano cineasta Jim Sheridan reascendeu no final de 2011 uma polêmica que há muito não acontecia. Descontente com o produto final de “A Casa dos Sonhos”, o pior e mais embaraçoso suspense do ano passado, Sheridan quis tomar uma atitude drástica: remover o seu nome dos créditos desta produção de 50 milhões de dólares estrelada por Daniel Craig, Rachel Weisz e Naomi Watts. A solicitação enviada pelo próprio diretor para a Associação dos Diretores Americanos foi ignorada. Insatisfeito, Jim Sheridan voltou para a sua Irlanda natal para filmar “Sheriff Street”, do qual também é roteirista. Em tempo: Alan Smithee é o pseudônimo já usado por alguns cineastas como Kiefer Sutherland (“Procura-se”), Dennis Hopper (“Atraída Pelo Perigo”) e John Frankenheimer (o televisivo “Riviera”) que queriam desvincular seus nomes de projetos editados sem seus próprios consentimentos.

Drama registra a segunda vez de Selton Mello por trás das câmeras

POUCAS NOVIDADES PARA O CINEMA BRASILEIRO

Ao contrário do ano retrasado, 2011 teve pouquíssimos filmes nacionais que valeram o ingresso. Isto porque títulos como “Cilada.com“, “Qualquer Gato Vira-Lata”, “Não Se Preocupe, Nada Vai Dar Certo” e uma dezena de outros miravam o grande público, mas todos não passavam de projetos amadores com uma sucessão de piadas vulgares, interpretações fora do tom e que defendiam moralismos grotescos. Obras mais elogiadas como “Trabalhar Cansa”, “Os 3”, “Os Monstros” e “Amanhã Nunca Mais” outra vez ganharam pouca visibilidade ao chegarem no circuito comercial. Há ao menos duas coisas que merecem ficar na memória: os sucessos de “O Palhaço”, produção que confirma o talento de Selton Mello como cineasta, e “Bruna Surfistinha“, cujos dois milhões de ingressos vendidos confirmam que o público está preparado para encarar sem preconceitos um filme que a princípio tinha todos os elementos para nos afastar. Além dos já citados “Cilada.com“, “Qualquer Gato Vira-Lata”, “O Palhaço” e “Bruna Surfistinha“, “O Homem do Futuro“, “Assalto ao Banco Central” e “De Pernas Pro Ar” foram outras produções a superarem a marca de um milhão de ingressos vendidos.

FILMES QUE ESTREARAM NOS CINEMAS BRASILEIROS E QUE, PARA O BEM OU PARA O MAL, MARCARAM 2011: Mesmo com o chato final feliz, “Enrolados” é mais um acerto da Disney | Clint Eastwood discute sobre a vida e a morte em “Além da Vida” | “O Mágico” comove o público adulto com poucas palavras | “Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas”, vencedor da Palma de Ouro em Cannes, ainda provoca diversas reações | Sofia Coppola mais chata do que nunca em “Um Lugar Qualquer” | “Inverno da Alma” mostra um lado pouco explorado da América e revela o talento de Jennifer Lawrence | “Cisne Negro” é considerado por muitos o filme do ano | “O Vencedor” traz drama familiar mais empolgante que a ação no ringue de boxe | “Bravura Indômita” é o novo acerto dos irmãos Coen | Mesmo careta, “O Discurso do Rei” emocionou o público e arrebatou o Oscar | “Burlesque” é um exemplo de como não se fazer um musical | “Bruna Surfistinha” derrubou preconceitos e foi visto por mais de dois milhões de espectadores | Será “Incêndios” o melhor filme de 2011? | “Poesia” mostra o lado triste de envelhecer | Nicole Kidman rouba a cena em “Esposa de Mentirinha” | “Rango” é uma rara animação ao investir no faroeste | O experiente Brad Anderson comete seu primeiro tropeço com “Mistério da Rua 7” | “Em Um Mundo Melhor” ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro | “Jogo de Poder” é uma tensa história real de agente que tem sua identidade revelada | “Cópia Fiel” faz um jogo sobre o que é ou não autêntico | As maravilhas da vida sob um prisma melancólico em “Não Me Abandone Jamais” | “O Sequestro de Um Herói” traz uma das melhores conclusões do ano | “Sucker Punch – Mundo Surreal” é um deleite estético | Wagner Moura novamente camaleônico em “VIPs” | Não há moralismos no inventivo “Sem Limites” | “Ricky” é um dos melhores filmes de François Ozon | “Rio” não tem boa historia, mas conquistou os brasileiros com a sua ginga | Wes Craven mostra porque é um dos grandes mestres do terror em “Pânico 4” | “Sobrenatural” resgata o que de melhor havia no terror dos anos 1970 e 1980 | “A Minha Versão do Amor” conta com Paul Giamatti em seu melhor como ator | “Água Para Elefantes” é uma péssima adaptação do excelente romance de Sara Gruen | Nicole Kidman de volta ao topo com seu comovente desempenho em “Reencontrando a Felicidade” | O romance científico “Os Agentes do Destino” convence | As conseqüências do adultério são relatadas de forma crível no italiano “Que Mais Posso Querer” | “Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas” é aventura cansativa | “Se Beber, Não Case! Parte II” apenas repete o filme original | “Um Novo Despertar” é redenção de Mel Gibson | “X–Men – Primeira Classe” é de longe a melhor adaptação de histórias em quadrinhos dos últimos anos | Michelle Williams e Ryan Gosling vivem um casal em seus altos e baixos em “Namorados Para Sempre” | Woody Allen tem seu maior sucesso com “Meia-noite em Paris” | “Vênus Negra” é uma experiência difícil de ser repetida | “A Casa” é de fazer qualquer um dormir de luz acessa | Será “Transformers: O Lado Oculto da Lua” o último filme da franquia? | “Cilada.com” é o pior filme nacional de 2011 | Kristen Stewart prova que sabe atuar em “Corações Perdidos” | Finalmente acabou! “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte II” é a última aventura do bruxo mais careta do cinema |  Vinicius de Oliveira rouba a cena em “Assalto ao Banco Central” | Philip Seymour Hoffman em desnecessária estreia como diretor em “Vejo Você no Próximo Verão” | “Mamute” é um road-movie francês estranho | “Melancolia” é a mais nova obra-prima de Lars von Trier | “Quero Matar Meu Chefe” traz Jennifer Aniston longe da imagem de Namoradinha da América | “A Árvore da Vida” é uma exuberante viagem sensorial | “Super 8” é Spielberg de segunda | “Professora Sem Classe” tem Cameron Diaz do jeito que o público gosta | “Um Sonho de Amor” é nova razão de Tilda Swinton ser uma das melhores atrizes do cinema contemporâneo | “Planeta dos Macacos – A Origem” é um prequel que deu muito certo | “Um Conto Chinês” é uma inusitada história real | “Medianeras – Buenos Aires na Era do Amor Virtual” é uma terna história sobre os anônimos virtuais de hoje | Tom Hanks e Julia Roberts provam que há muito perderam o prestígio com “Larry Crowne – O Amor Está de Volta” | Kate Hudson enfrenta um câncer irreversível em “Pronta Para Amar” | “Confiar” alerta sobre os perigos do mundo virtual | “Missão Madrinha de Casamento” é o filme mais engraçado de 2011 | O 3D de “Premonição 5” foi o único que valeu o ingresso no ano passado | “Contra o Tempo” comprova talento do filho de David Bowie, Duncan Jones | “Trabalhar Cansa” fez sucesso no circuito alternativo | “Os Três Mosqueteiros” é versão desnecessária do romance de Alexandre Dumas | Hilary Swank em outro grande desempenho em “A Condenação” | “Contágio” é tão bom que nem parece ser um filme de Steven Soderbergh | Oliver Parker é um diretor tão ruim que faz do genial Rowan Atkinson um comediante sem graça em “O Retorno de Johnny English” | Selton Mello comove o público em “O Palhaço” | “A Casa dos Sonhos” é tão ruim que até o seu diretor quis retirar seu nome dos créditos | Pedro Almodóvar decepciona em “A Pele Que Habito” | A dor de pais de um jovem assassino expressa em “Tarde Demais” | “Pronto Para Recomeçar” tem desempenho surpreendente de Will Farrell | O que Nicolas Cage e Nicole Kidman estão fazendo em “Reféns”? | “A Chave de Sarah” mostra que a Segunda Guerra Mundial ainda atinge as novas gerações | “Amanhecer – Parte 1” é a parte mais constrangedora de “A Saga Crepúsculo” | Gus van Sant não ganhou elogios com “Inquietos” | “Isto Não é Um Filme” acompanha cineasta proibido de filmar | “Os Muppets” é pura nostalgia | “Desaparecidos” é investida nacional no sub-gênero found footage | “Gato de Botas” vai além da cinesérie “Shrek” | “Margin Call – O Dia Antes do Fim” tem elenco sensacional | Sexo sem pudor em “Para Poucos” e “Trângulo Amoroso” | “Tudo Pelo Poder” é o melhor filme de George Clooney como cineasta | Tom Cruise quer provar que ainda há vida para Ethan Hunt com “Missão Impossível – Protocolo Fantasma” | “Compramos Um Zoológico” marca o retorno de Cameron Crowe | “Micmacs – Um Plano Complicado“, “Alexandria“, “Reino Animal“, “Esquizofrenia – Entre o Real e o Imaginário“, “O Primeiro Amor“, “As Coisas Impossíveis do Amor“, “A Mentira“, “Revolução em Dagenham“, “Uma Mulher, Uma Arma e Uma Loja de Macarrão“, “Dominados Pelo Ódio” e “Hanna” foram bons filmes que não ganharam exibição nos cinemas, mas que chegaram direto em DVD | P.S.: o excelente vídeo em anexo é um trabalho de Vinícius Pereira para a Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.

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4 Respostas para “Retrospectiva 2011

  1. Retrospectiva completíssima, Alex. Meus parabéns pelo trabalho. Sendo que eu acho que o seu Nasce uma Estrela deveria ter sido mesmo com a Jessica Chastain, porque, como você disse, o ano foi dela. Se bem que a Elizabeth Olsen também é uma revelação.

  2. Quero te parabenizar pelo trabalho excepcional, realmente ficou completíssimo e muito interessante para eventuais pesquisas. Meus parabéns, meu caro! Na sua seção “Para Bem, Para Mal, Marcaram 2011” tivemos algumas discordâncias, mas não vale enumerá-las aqui, o mais importante realmente foi lembrar de todos estes filmes. Excelente post! Abs!

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