Um Novo Despertar

Sem assumir um projeto como diretora desde “Feriados em Família” (1995), Jodie Foster volta para trás das câmeras (e também para frente delas) com um longa-metragem desafiador. Ele é “Um Novo Despertar”, cujo roteiro escrito pelo estreante Kyle Killen esteve presente na Black List em 2009, famosa lista hollywoodiana que aponta os scripts mais promissores que se encontram engavetados por falta de diretores e produtores interessados. Mal sabia que mais difícil do que rodar “Um Novo Despertar” seria promovê-lo, pois a produção da obra coincidiu com os escândalos íntimos ainda noticiados sobre seu protagonista, Mel Gibson.

Uma pena que os comentários anti-semitas e o polêmico rompimento com a namorada Oksana Grigorieva tenham ofuscado o bom trabalho de Mel Gibson, que faz o deprimido Walter Black, dono de uma empresa de brinquedos infantis. Abandonado pela esposa (papel de Jodie Foster) e os filhos Porter e Henry (Anton Yelchin e Riley Thomas Stewart), Walter está prestes a tirar a própria vida quando é salvo por um… castor de fantoche. O que denotaria um sujeito à beira da loucura na verdade é o caminho para sua própria recuperação, pois o fantoche passa a controlar todas as ações de Walter.

A premissa é daquelas absurdas onde o espectador encontra dificuldades para comprá-la. Nas mãos de Jodie Foster, “Um Novo Despertar” se torna um filme sensível e que funciona com a profundidade com a qual lida sua proposta inusitada, algo esperado da sua capacidade e critério como intérprete e cineasta. Com outro nome, “Um Novo Despertar” provavelmente não passaria de um equívoco com uma sucessão de meios baratos para manipular o público.

Título Original: The Beaver
Ano de Produção: 2011
Direção: Jodie Foster
Roteiro: Kyle Killen
Elenco: Mel Gibson, Jodie Foster, Anton Yelchin, Jennifer Lawrence, Riley Thomas Stewart, Cherry Jones, Zachary Booth, Kelly Coffield Park, Michael Rivera, Matt Lauer e Jon Stewart
Cotação: 3 Stars

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9 Respostas para “Um Novo Despertar

  1. Ainda tenho dúvidas do que realmente acho da atuação de Gibson e, de certo modo, da abordagem do filme em geral. Há momentos que não escapam ao humor, justamente quando o efeito que se pretendia era bem dramático. Mas tem bons momentos, consegue se desvencilhar de alguns clichês e tem Yelchin, ótimo ator. [6/10]

    • Eu acho algumas passagens um tanto descartáveis, como o típico discurso de formatura da personagem de Jennifer Lawrence. Mas no geral, acredito que Jodie Foster, com o apoio da interpretação de Mel Gibson, fizeram uma boa junção de humor e drama.

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