O Vencedor

Muitos intérpretes e diretores são célebres pelas recusas de projetos promissores e que cumpriram com todas as expectativas e muito mais. O cineasta Darren Aronofsky era o nome responsável pela condução deste “O Vencedor”. Mais interessado em realizar “Cisne Negro“, Darren Aronofsky pulou fora e para não deixar Mark Wahlberg na mão, já que o protagonista também é produtor do filme, fez questão de colaborar como produtor executivo. Camarada de Mark Wahlberg desde os tempos de “Três Reis”, David O. Russell aceitou a proposta de dirigi-lo pela terceira vez (eles também fizeram “Huckabees – A Vida é Uma Comédia”). A troca fez bem para ambos os cineastas, mas David O. Russell saiu em uma pequena vantagem, pois no Oscar 2011 “O Vencedor” arrebata sete indicações, duas a mais que “Cisne Negro“.

O enredo de “O Vencedor” aparentemente é dos mais conhecidos, pois os personagens centrais, os irmãos Micky Ward e Dicky Eklund, são figuras reais. Ou seja: assim como em “127 Horas“, nós já sabemos no que o final dessa história dará. Mas o que vale aqui é acompanhar esses irmãos, tão unidos e ao mesmo tempo tão opostos. Micky Ward (Mark Wahlberg) é o irmão caçula, com todo um jeitão deslocado, mas de bom coração. Sempre viveu à sombra do irmão Dicky até que este passou a se viciar nas drogas. Perdeu o prestígio e todo o vigor físico. Ambos são apaixonados pelo boxe e Dicky tenta reconquistar a fama sendo protagonista de um documentário da HBO com intenções que ele desconhece e dando apoio (apesar do desleixo) ao irmão para se tornar o novo campeão mundial.

Tinha tudo para ser mais um drama esportivo se não fosse a autenticidade de como essa história real é construída e os fascinantes personagens. Os momentos mais insólitos são protagonizados por Mellisa Leo, mãe de Micky e Dicky e de outras sete mulheres. É hilário quando todas vão tirar satisfações com a atendente de bar Charlene (Amy Adams), namorada de Micky com suas boas intenções não sendo apropriadamente compreendidas. Se não fosse uma equivocada campanha onde Mellisa Leo se autopromoveu, o Oscar de melhor atriz coadjuvante já seria todo seu.

Dentro desses conflitos, encontra-se uma produção que entusiasma por ter personagens errantes que precisam entrar em um estado de transformação, mas que às vezes não sabem como darem o primeiro passo. O fato de deixar as lutas de ringue como segundo plano é o acerto mais representativo de “O Vencedor”. Afinal, o que realmente importa para David O. Russell e para o público é o drama familiar.

Título Original: The Fighter
Ano de Produção: 2010
Direção: David O. Russell
Roteiro; Eric Johnson, Paul Tamasy e Scott Silver
Elenco: Mark Wahlberg, Christian Bale, Amy Adams, Melissa Leo, Jack McGee, Melissa McMeekin, Bianca Hunter, Erica McDermott, Jill Quigg, Dendrie Taylor, Kate B. O’Brien, Jenna Lamia e Mickey O’Keefe
Cotação: ****

 

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9 Respostas para “O Vencedor

  1. O grande trunfo de “O Vencedor” é o elenco, que é um diferencial nessa história batida e clichê. Já vimos tantos filmes assim… O curioso é que a obra nem parece algo saído do David O. Russell. É um longa totalmente diferente de tudo o que ele já fez.

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