Quando Me Apaixono

Helen Hunt venceu o Oscar de Melhor Atriz pela comédia “Melhor é Impossível”. Foi um prêmio surpreendente, pois não é sempre que a Academia gosta de prestigiar papéis de gente como a gente, mas sim personificações notáveis de grandes nomes como Virgínia Woolf (Nicole Kidman em “As Horas”), a cantora June Carter (Reese Witherspoon em “Johnny & June”), a Rainha Elizabeth II (Helen Mirren em “A Rainha”) e a extraordinária Édith Piaf (Marion Cotillard em “Piaf – Um Hino ao Amor”). Depois do prêmio, a atriz se meteu em furadas (“A Corrente do Bem”) e pequenos papéis em filmes pouco vistos (“Bobby“), mas tenta se livrar do ostracismo como diretora, protagonista, roteirista e produtora de “Quando Me Apaixono”, filme que estreou com três anos de atraso em nossos cinemas.

Baseado em um romance escrito por Elinor Lipman, Helen Hunt dá vida à April Epner. Essa nova-iorquina, membro de uma família judia, é professora do ensino infantil e sonha em ter uma criança. Quase quarentona, April sabe que a idade complicará a realização de seu objetivo caso não engravide imediatamente. As situações atuais não lhe ajudam, pois o seu casamento com Ben Green (Matthew Broderick) é um fiasco, sua mãe adotiva (Lynn Cohen) acaba de falecer e sua mãe biológica, a famosa apresentadora Bernice Graves (Bette Midler), tem a intenção de criar laços afetivos após toda uma existência ausente. Frank (Colin Firth) é pai de um de seus alunos e primeiro como amigo e depois como amante orientará April para tomar decisões em sua vida.

A estreia de Helen Hunt como cineasta é um acerto. Todo bom intérprete que sonha em ser realizador sabe que deve começar pequeno e está na simplicidade os maiores valores de “Quando Me Apaixono”. Com um roteiro de elementos autênticos, os personagens são reconhecidos pelo espectador como figuras que poderiam muito bem ser reais e temas como relacionamento e maternidade são transmitidos por Helen Hunt com muita ternura. As interpretações também são ótimas, com química de Hunt com Colin Firth e o imaturo personagem de Matthew Broderick e uma Bette Midler que há muito não era valorizada como o merecido. Com toda essa leveza e uma belíssima sequência de encerramento, bem que Helen Hunt poderia estudar a possibilidade de realizar novos projetos como diretora e expandir esse ciclo de mulheres que têm muito o que compartilhar por trás das câmeras.

Título Original: Then She Found Me
Ano de Produção: 2007
Direção: Helen Hunt
Roteiro: Helen Hunt, Alice Arlen e Victor Levin, baseado no romance de Elinor Lipman
Elenco: Helen Hunt, Bette Midler, Colin Firth, Matthew Broderick, Ben Shenkman, Lynn Cohen, John Benjamin Hickey, Salman Rushdie, Daisy Tahan, Tommy Nelson, Stephanie Yankwitt, Lillias White, David Callegati, Janeane Garofalo, Tim Robbins e Edie Falco
Cotação: ***

 

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