O Último Exorcismo

Mesmo com o surpreendente sucesso de “A Bruxa de Blair” em 1999, demorou um pouquinho para o formato de falsos registros vendidos como reais atingisse a popularidade que se vê hoje em dia, ganhando impulso com a produção do espanhol “[REC]” e também do americano “Cloverfield – Monstro”. Fã de “Holocausto Canibal”, realização do italiano Ruggero Deodato, o diretor Eli Roth parece gostar dessa nova fase para o gênero, tendo produzido “O Último Exorcismo”, obra que custou apenas 1,8 milhões de dólares e que se desenvolve através dos registros encontrados de um cinegrafista.
As imagens apresentam o cinegrafista e uma repórter que acompanham o pastor Cotton Marcus (Patrick Fabian). Sua igreja é cercada de fiéis e ele recebe uma grande quantidade de cartas de pessoas desesperadas que imploram por sua ajuda. A maioria dos pedidos envolvem exorcismos e este é exatamente o foco do documentário sendo realizado: de que exorcismos são uma fraude, de que não são verdadeiras as afirmações de pessoas que foram possuídas por algum demônio. Assim, eles visitam a fazenda de um senhor viúvo no interior de Louisiana, cuja filha Nell Sweetzer (Ashley Bell) é atormentada constantemente. As coisas ficam mais aterradoras quando Cotton descobre que o demônio Abalan, O Príncipe dos Infernos, está possuindo o corpo da garota, confirmando que pela primeira vez está diante de um evento real.
O grande mérito de “O Último Exorcismo” é conferir o realismo que o formato exige. Há a presença incompreensível da trilha instrumental de Nathan Barr, mas ela colabora tanto para a atmosfera da situação que nem tem como se queixar. Grande parte dos méritos da produção se deve à Ashley Bell. A jovem atriz é uma grande revelação. Além dos impressionantes movimentos corporais nas sequências de possessão (a intérprete é contorcionista profissional), Ashley tem uma expressão marcante, uma mistura que provoca pena e pavor.
Com uma conclusão que remete a “O Bebê de Rosemary”, “O Último Exorcismo” se destina a um público em particular. Afinal, não são muitos que conseguem apreciar este modelo de produção cinematográfica. O filme fez bonito nas bilheterias, multiplicando facilmente o seu custo de produção. Porém, só a imprensa especializada vinculou comentários entusiasmados. Não se sabe ainda o tempo que este formato levará para se desgastar, mas enquanto conseguir assegurar a qualidade do gênero, serão bem-vindos.
Título Original: The Last Exorcism
Ano de Produção: 2010
Direção: Daniel Stamm
Elenco: Patrick Fabian, Ashley Bell, Iris Bahr, Louis Herthum, Caleb Landry Jones, Tony Bentley, John Wright Jr., Shanna Forrestall, Justin Shafer, Logan Craig Reid e Becky Fly

O Último Exorcismo | The Last ExorcismMesmo com o surpreendente sucesso de “A Bruxa de Blair” em 1999, demorou um pouquinho para o formato de falsos registros vendidos como reais atingisse a popularidade que se vê hoje em dia, ganhando impulso com a produção do espanhol “[REC]” e também do americano “Cloverfield – Monstro”. Fã de “Holocausto Canibal”, realização do italiano Ruggero Deodato, o diretor Eli Roth parece gostar dessa nova fase para o gênero, tendo produzido “O Último Exorcismo”, obra que custou apenas 1,8 milhões de dólares e que se desenvolve através dos registros encontrados de um cinegrafista.

As imagens apresentam o cinegrafista e uma repórter que acompanham o pastor Cotton Marcus (Patrick Fabian). Sua igreja é cercada de fiéis e ele recebe uma grande quantidade de cartas de pessoas desesperadas que imploram por sua ajuda. A maioria dos pedidos envolvem exorcismos e este é exatamente o foco do documentário sendo realizado: de que exorcismos são uma fraude, não sendo verdadeiras as afirmações de pessoas que foram possuídas por algum demônio. Assim, eles visitam a fazenda de um senhor viúvo no interior de Louisiana, cuja filha Nell Sweetzer (Ashley Bell) é atormentada constantemente. As coisas ficam mais aterradoras quando Cotton descobre que o demônio Abalan, O Príncipe dos Infernos, está possuindo o corpo da garota, confirmando que pela primeira vez está diante de um evento real.

O grande mérito de “O Último Exorcismo” é conferir o realismo que o formato exige. Há a presença incompreensível da trilha instrumental de Nathan Barr, mas ela colabora tanto para a atmosfera da situação que nem tem como se queixar. Grande parte dos méritos da produção se deve à Ashley Bell. A jovem atriz é uma grande revelação. Além dos impressionantes movimentos corporais nas sequências de possessão (a intérprete é contorcionista profissional), Ashley tem uma expressão marcante, uma mistura que provoca pena e pavor.

Com uma conclusão que remete a “O Bebê de Rosemary”, “O Último Exorcismo” se destina a um público em particular. Afinal, não são muitos que conseguem apreciar este modelo de produção cinematográfica. O filme fez bonito nas bilheterias, multiplicando facilmente o seu custo de produção. Porém, só a imprensa especializada manifestou comentários entusiasmados. Não se sabe ainda o tempo que este formato levará para se desgastar, mas enquanto conseguir assegurar a qualidade do gênero e provocar o mesmo medo apreciado em “O Último Exorcismo”, serão bem-vindos.

Título Original: The Last Exorcism
Ano de Produção: 2010
Direção: Daniel Stamm
Elenco: Patrick Fabian, Ashley Bell, Iris Bahr, Louis Herthum, Caleb Landry Jones, Tony Bentley, John Wright Jr., Shanna Forrestall, Justin Shafer, Logan Craig Reid e Becky Fly
Cotação:  3 Stars

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5 Respostas para “O Último Exorcismo

  1. Acho que fomos uma das poucas pessoas que gostaram desse filme, Alex. Gosto quando o tema da possessão ganha outros ares, tirando a pevisibilidade do filme, o que evita cair na repetição e acrescenta outras discussões à história. A protagonista é memo muito boa. Mas não compro muito a forma como o filme é feito, essa coisa de câmera subjetiva já tá ficando um tanto cansativo, né. Acho que é preciso ter uma justificativa melhor, como na série [Rec]. E tive essa mesma impessão de associar o final do filme com o de O Bebê de Rosemary. É um espanto.


  2. * Kamila. Particularmente, jamais esperava que o filme seguisse ela linha satírica que você expõe. Provavelmente, você assistiu ao filme com expectativas erradas.

    * Gustavo. Como eu gosto de cinema independente, já esperava por uma obra de qualidade. Na maioria dos casos, quanto menos dinheiro, maior qualidade.

    * Robson. É porque você não aprecia filmes desta linha.

    * Rafael. Concordo. Talvez pelo formato do filme (que ainda não acho que esteja saturado), a audiência encara a narrativa com uma expectativa diferenciada da exigida, como até noto pelas reações aqui da Kamila e Robson. E além de “O Bebê de Rosemary”, achei que a conclusão se assemelha um pouco também a “The House of the Devil”, mas o cineasta Daniel Stamm claramente se deixou envolver pelo filme de Polanski.

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