(500) Dias com Ela

Tendo se destacado ainda novo como o filho de Demi Moore no thriller “A Jurada”, Joseph Gordon-Levitt foi amadurecendo assim que protagonizava projetos tipicamente indies. Já Zooey Deschanel, musa deste cinema e que estreou com “Dr. Mumford: Inocência ou Culpa?”, volta a trabalhar com Joseph Gordon-Levitt após “Maníaco”, filme produzido em 2001 lançado diretamente em DVD no nosso país. Tendo essa dupla de peso, Marc Webb não poderia contar com melhor apoio na sua estreia como diretor de longa-metragem, alcançando um resultado tão satisfatório ao ponto de defini-lo como aquele que se responsabilizará pela difícil tarefa que será o reboot de “Homem-Aranha”, atualmente em pré-produção e com Andrew Garfield (protagonista do aguardado “Não Me Abandone Jamais”) no papel do herói Peter Parker.
A Summer do título original é a personagem de Zooey Deschanel. A garota hipnotiza Tom (Joseph Gordon-Levitt) desde o instante que ela se atenta a música “There is a Light That Never Goes Out”, do “The Smiths”, que ele ouve no elevador. A partir deste momento, “(500) Dias Com Ela” conta a história deste casal com uma duração de quinhentos dias. Se enganam aqueles que acham que isto se tornará maçante. Com uma edição esperta, temos aqui os acontecimentos mais importantes de Tom e Summer desvendado sem ordem cronológica.
Nada de açúcar ou muito menos vulgaridade aqui. “(500) Dias com Ela” constrói uma história romântica da maneira mais autêntica possível. Mesmo assim, é preciso apontar dois grandes incômodos que não tornam a produção brilhante. A primeira é como Tom fica tão obcecado por Summer. Deus sabe o quanto aqueles olhos azuis de Zooey Deschanel me levam às alturas, mas que personagem mais insossa! Não basta curtir “The Smiths” para fazer qualquer homem explodir de felicidade ao ponto de coreografar uma dança em público ao som de “You Make My Dreams” (o melhor momento do filme). Menos resolvido ainda é o fim da relação, com justificativas que não condizem com a proposta original da fita. Não relevando tanto esses pontos, é uma ótima diversão.
Título Original: (500) Days of Summer
Ano de Produção: 2009
Direção: Marc Webb
Elenco: Joseph Gordon-Levitt, Zooey Deschanel, Geoffrey Arend, Chloe Moretz, Matthew Gray Gubler, Clark Gregg, Patricia Belcher, Rachel Boston e Minka Kelly

(500) Dias com Ela | (500) Days of SummerTendo se destacado ainda novo como o filho de Demi Moore no thriller “A Jurada”, Joseph Gordon-Levitt foi amadurecendo assim que protagonizava projetos tipicamente indies. Já Zooey Deschanel, musa deste cinema e que estreou com “Dr. Mumford: Inocência ou Culpa?”, volta a trabalhar com Joseph Gordon-Levitt após “Maníaco”, filme produzido em 2001 lançado diretamente em DVD no nosso país. Tendo essa dupla de peso, Marc Webb não poderia contar com melhor apoio na sua estreia como diretor de longa-metragem, alcançando um resultado tão satisfatório ao ponto de defini-lo como aquele que se responsabilizará pela difícil tarefa que será o reboot de “Homem-Aranha”, atualmente em pré-produção e com Andrew Garfield (protagonista do aguardado “Não Me Abandone Jamais”) no papel do herói Peter Parker.

A Summer do título original é a personagem de Zooey Deschanel. A garota hipnotiza Tom (Joseph Gordon-Levitt) desde o instante que ela se atenta a música “There is a Light That Never Goes Out”, do “The Smiths”, que ele ouve no elevador. A partir deste momento, “(500) Dias Com Ela” conta a história deste casal com uma duração de quinhentos dias. Se enganam aqueles que acham que isto se tornará maçante. Com uma edição esperta, temos aqui os acontecimentos mais importantes de Tom e Summer desvendados sem ordem cronológica.

Nada de açúcar ou muito menos vulgaridade aqui. “(500) Dias com Ela” constrói uma história romântica da maneira mais autêntica possível. Mesmo assim, é preciso apontar dois grandes incômodos que não tornam a produção brilhante. A primeira é como Tom fica tão obcecado por Summer. Deus sabe o quanto aqueles olhos azuis de Zooey Deschanel me levam às alturas, mas que personagem mais insossa! Não basta curtir “The Smiths” para fazer qualquer homem explodir de felicidade ao ponto de coreografar uma dança em público ao som de “You Make My Dreams” (o melhor momento do filme). Menos resolvido ainda é o fim da relação, com justificativas que não condizem com a proposta original da fita. Não relevando tanto esses pontos, é uma ótima diversão.

Título Original: (500) Days of Summer
Ano de Produção: 2009
Direção: Marc Webb
Elenco: Joseph Gordon-Levitt, Zooey Deschanel, Geoffrey Arend, Chloe Moretz, Matthew Gray Gubler, Clark Gregg, Patricia Belcher, Rachel Boston e Minka Kelly
Cotação: 3 Stars

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11 Respostas para “(500) Dias com Ela

  1. Pô, eu não gostei muito não. Acho que o diretor fez um esforço tão grande pra identificar o filme com referências (Smiths, etc…) e colocou dois personagens inúteis (os amigos do Tom) dentro de uma história bastante interessante. Vejo os dois amigos dele apenas como meros bonecos para representar um clichê (fazer piadas, ser os bobões da história). Não senti intimidade suficiente entre esse trio que, a princípio, se conhece a anos. Quanto a narrativa, é um bom esboço, mas existe uma diferença entre relatar os sentimentos e fazer um filme realmente sentimental.

  2. Eu adorei esse filme. Bem mais do que a maioria, e acho que a maior razão disso é o fato de me sentir na pele de Tom e muitos momentos na minha vida. Passei por uma relação não tão diferente dessa, portanto me identifiquei muito com o filme. Acho-o, inclusive, subestimado por muitos!

  3. Eu gostei muito deste filme. Sempre louvo tentativas de se renovar um gênero tão clichê como o de comédia romântica. E esse filme aí é perfeito nessa tentativa. Adorei mesmo!!!

  4. Gostei bem mais. E estranho tu reclamar do tal melhor momento do filme, já que reflete apenas o estado de espírito dele, que já estava enfeitiçado por ela, vale dizer. A melhor cena pra mim é quando toca “Hero”, da Regina Spektor. E ah, até este filme não gostava em nada de Zooey. Com certeza não está insossa.

  5. Amei esse filme por fugir do que sempre vimos nas comédias românticas. A trilha sonora é um deleite e Joseph Gordon-Levitt ótimo e muito charmoso, principalmente na cena que você mencionou. rsrs. Queria um Tom para mim. rsrsrsrsrs. ;)

  6. – Pedro, concordo com você. Não acho que “(500) Dias com Ela” seja uma produção que almeja investir pesado no sentimentalismo, mas a construção dos personagens amigos do Tom é mesmo um problema que esqueci de apontar.

    – Robson, poxa! Nos faça um filme sobre esta relação. ;-)

    – Kamila, o filme merece destaque por tentar mostrar uma velha história romântica de maneira inovadora.

    – Wally, mas eu não reclamei da cena musical onde o Tom dança “You Make My Dreams”. O que eu acho estranho é um homem ficar tão gamado em uma mulher tão insossa quanto a Summer. Para mim, não basta uma garota ser linda de morrer e gostar de “The Smiths” para eu ficar loucamente apaixonado. Tem que ter conteúdo!

    – Mayara, você queria um Tom só para fazer dele de gato e sapato assim como a Summer, né? Essas mulheres… =P

  7. Gosto muito do filme que, apesar de alguns poucos lugares-comuns, ainda é um grande respiro dentro da comédia romântica, tão mal tratada ultimamente. Mas concordo que a Deschannel seja muito insossa mesmo, ela não tem vigor nenhum como atriz. Mas Gordon-Levitt segura bem o filme e seu personagem louco de amor. O final me parece sincero, só!

  8. – Rafael, não considero Zooey Deschanel uma péssima atriz. Entretanto, é aquele tipo de intérprete que vale mais pelo seu carisma do que pelo talento dramático. E admito que gosto de uma comédia romântica meio batidinha, como foi o caso de “A Proposta”, com a Sandra Bullock. Mesmo assim, “(500) Dias Com Ela” foi um dos melhores títulos do gênero no último ano.

  9. HAHAHA sou super suspeito pra falar desse filme, amo-o demais e já perdi a conta de quantas vezes já o vi e sempre que vejo, me dou conta de algo novo ao reparar na contagem dos dias, algumas coisas se encaixam bem melhor depois de visto pela primeira vez. Amei a produção, que começa bem antes mesmo dos trailers iniciais, brincando com o titulo – muito melhor na versão original – que usa o 500 entre parênteses para dar ênfase ao trocadilho com o nome da carrasca Summer Finn. Discordo em alguns pontos da crítica, como por exemplo o fim do “relacionamento” que na verdade, nunca houve, por isso – em minha opinião, claro – não precisaria de justificativas. E a trilha sonora, nossa, nem se fala, tenho-a no celular e escuto sempre HAHAHAHA um dos filmes que eu mais gostei desde então.

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