Killshot – Tiro Certo

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Como diretor por trás de filmes sensíveis como “Shakespeare Apaixonado” e “A Prova”, o britânico John Madden, que completará 60 anos no dia 8 de abril, até que surpreende um pouco em “Killshot – Tiro Certo”, thriller com uma dose considerável de ação barra-pesada. É também uma outra chance para Mickey Rourke. Indicado ao Oscar 2009 de melhor ator por “O Lutador”, o ator tenta desde “Sin City – A Cidade do Pecado” retomar o título de astro que tinha nos anos 1980 e que perdeu gradativamente na década posterior.

Rourke está muito bem. Ele é em “Killshot – Tiro Certo” Armand Degas, filho de indígenas conhecido como Blackbird. Matador de aluguel, na sua primeira aparição se dá na forma como executa o seu trabalho, eliminando qualquer pessoa que esteja presente nas cenas de seus crimes. Numa dessas ocasiões ele acaba por matar o seu irmão quando este permite que uma mulher saia ilesa quando estão em ação. Essa tragédia do passado faz com que abra um espaço para que ele crie laços afetivos com o deliquente Richie Nix (Joseph Gordon-Levitt), que mora com Donna (Rosario Dawson). Mas acontece uma confusão quando Richie sabota um homem do ramo imobiliário e ao ir ao seu encontro para ganhar uma alta soma em dinheiro junto com Blackbird acaba se deparando com o casal Colson (vividos por Diane Lane e Thomas Jane).

Mesmo contando com uma história, adaptado de um romance de Elmore Leonard, que tem situações artificiais ela é bem amarrada e ganha textura pelos bons desempenhos de quase todo o elenco central. E quase mesmo, pois é impressionante o quanto Joseph Gordon-Levitt consegue irritar e como John Madden foi capaz de admitir os vastos momentos de improviso do jovem ator de “Mistérios da Carne” e “A Ponta de Um Crime”. Mas os outros intérpretes se sobressaem, com Rourke incorporando um vilão pelo qual criamos uma boa empatia, Lane e Jane cujo drama pessoal (o processo de separação) cria certo envolvimento com a platéia e Dawson fazendo de Donna uma figura delicada. No mais, não há grandes surpresas, mas o resultado final é satisfatório.

Título Original: Killshot
Ano de Produção: 2008
Direção: John Madden
Elenco: Mickey Rourke, Diane Lane, Thomas Jane, Joseph Gordon-Levitt, Rosario Dawson, Hal Holbrook e Lois Smith.
Nota: 6.5

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16 Respostas para “Killshot – Tiro Certo

  1. Acho difícil aparecer algo do nível de O Lutador pra Mickey Rourke novamente, mas nunca se sabe… Ele já está escalado para o Homem de Ferro 2. Não sei se será levado a sério, mas já está melhor do que nos últimos tempos, quando estava no completo ostracismo.

  2. Ineressante ver como o Rourke precisa trabalhar um novo tipo de personagem, em grande parte porque suas feições estão completamente mudadas. Mais do que retomar a carreira, ele precisa reconstruí-la.

    Abs!

  3. Já imaginava que esse filme não seria tão bom quanto muita gente imaginava, ao menos é o que deu pra perceber com seus comentários. Verei em breve, mas sem maiores expectativas…

  4. Esse eu pretendo ver. E espero que Rourke renasça novamente aos tempos qem que era ator de verdade. Ainda não vi ‘The Wrestler’que parece que ele está muito bem.

  5. Ciro, eu também duvido que apareça algo de mesmo nível, embora ele possa ressurgir em “Sin City 2”.

    Cassiano, tu é suspeito para falar dele. Particularmente, nunca achei ele grande coisa como intérprete, embora falte muitos filmes para eu assistir de sua filmografia.

    Kamila, você não iria perder nada assistindo “Killshot”, vale a pena.

    Dudu, sabe que eu concordo com absolutamente tudo que você disse? Abraços!

    Vinícius, faz bem!

    Marcelo, vale muito a pena ver “O Lutador”. É um longa que vale muito mais pelos desempenhos centrais de Rourke, Tomei e Rachel Wood do que qualquer outra coisa.

  6. Pedro, discordo. Respeito Mickey Rourke como qualquer outro ator. Mas não há duvidas de que os deslizes em sua carreira ou mesmo os desempenhos irregulares de fato existiram.

    Mayara, por que tanto desânimo? É um bom longa, vale a pena se animar. Beijos!

  7. Pedro, que se dane a imprensa! O meu julgamento com o ator não tem absolutamente nada a ver com o que a imprensa opina sobre a sua carreira ou vida pessoal.

  8. Você mesmo disse que foi desde Sin City, e Sin City é de 2005, é muito pouco tempo. Depois disso ele fez Domino, e mandou bem. Só fez Alex Rider Contra o Tempo de ruim, e o fez porque foi convencido pelo Alan Parker (que fez a música do filme).

  9. Pedro, “Domino” é péssimo e ele não mandou bem, na minha opinião. Assim como não gosto dele em “Chamas da Vingança”, “Era Uma Vez no México”, “A Promessa”, “9 1/2 Semanas de Amor”, “Corpos Ardentes”…

  10. a sei lah, muita gente falando mal do filme e tal, eu curti e muito, uma opção de suspense q a muito naum se via,alem do mais eh a nova tomada de mickey ao cinema e nada mais justo q começar a moldar com filmes assim sem tantas prentenções, nota beirando ao 8.

  11. Paulinho, para dizer a verdade não vi ninguém falando mal do filme. Eu gostei e achei um título bem-sucedido para Mickey Rourke tentar resgatar a sua fama de outrora.

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