Quarentena

quarantine
Todo mundo sabe que Hollywood é uma enorme fábrica de sonhos. Mas por muitas vezes essa indústria cinematográfica confecciona longas com conceitos nada originais. Se idéias novas não estão rendendo, que vá garantir sucesso com base em um material já apresentado com sucesso, baixo custo e bom retorno do público. É através deste pequeno exemplo que nos aproximamos a “Quarentena”, remake realizado com uma pequena distância de meses do lançamento de “[REC]“. E, ao julgar pelo seu resultado, chegamos a conclusão de que os americanos que movem o cinemão deveriam tomar vergonha na cara. Tudo o que foi mostrado no excelente longa conduzido em 2007 pelos diretores espanhóis Jaume Balagueró e Paco Plaza é copiado da cabeça aos pés. O resultado pode até parecer o mesmo, mas definitivamente não é.

Vamos a trama: Angela Vidal (Jennifer Carpenter, de “O Exorcismo de Emily Rose”) é uma repórter que junto com o cinegrafista Scott (Steve Harris, de Mirority Report – A Nova Lei”) cobrirão a rotina noturna de um Corpo de Bombeiros em Los Angeles. Ambos circulam pelos locais até que um pedido de emergência surge. Ao chegar ao local onde os bombeiros devem iniciar a operação, acabam por entrar no apartamento de uma senhora coberta de sangue. Pensando que se trata de uma velha louca, assim como os vizinhos a julgaram, mal sabem que ela está com um vírus que, se transmitido para outra pessoa, os transformará em seres raivosos. O problema é que ao todos se aproximarem da saída principal do edifício onde estão, a vigilância sanitária os deixaram em quarentena.

Só aqueles que não viram o horror espanhol encontraram algo para se entreter. E, como dito anteriormente, “Quarentena” tem uma estrutura idêntica a apresentada por Balagueró e Plaza em “[REC]”. Só que ao contrário do filme rodado em 2007 e que obteve um grande êxito mundialmente, “Quarentena” não trás desconforto algum – no bom sentido, claro. Nem Jennifer Carpenter, que apresentou um desempenho extraordinário em “O Exorcismo de Emily Rose”, tem o que fazer aqui, orientada pelo diretor John Erick Dowdle a imitar diálogos, expressões e sustos de Manuela Velasco, a protagonista da fita original.

Mas o pior de tudo é quando “Quarentena” quer se diferenciar um pouco de “[REC]”. Só para se ter uma idéia, chega um instante onde alguns personagens analisam que esta infecção se espalhou a partir de uma família de negros. O que era algo engraçado no original, que em certo momento apontava que esse vírus se originou de um casais de orientais, aqui vira puro preconceito. Mas o destaque mesmo é quando Erick Dowdle faz com que o personagem Scott apareça para o público e que, pior ainda, se defenda usando a sua ferramenta de trabalho como defesa, “martelando” inúmeras vezes a câmera de forma subjetiva diretamente ao rosto de um dos infectados. Que grosseria!

Título Original: Quarantine
Ano de Produção: 2008
Direção: John Erick Dowdle
Elenco: Jennifer Carpenter, Steve Harris, Jay Hernandez, Johnathon Schaech, Columbus Short, Andrew Fiscella e Joey King.
Nota: 2.5

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20 Respostas para “Quarentena

  1. Olá, Alex! Tudo bem?

    Estou ouvindo muitas reclamações sobre esta refilmagem. O estranho é que o original, “[REC]”, foi muito elogiadissimo, foi até exibido em festivais, agora este… Parece que Hollywood não conseguiu fazer uma boa refilmagem dele. Talvez, verei este depois de ver “[REC]”. rsrs.

    Fique bem, beijos! ;)

  2. Uma coisa que já chamou minha atenção de imediato foi a presença da Jennifer Carpenter no elenco. Ela foi o maior destaque de “Emily Rose” e está muito bem na série “Dexter”. Mas como gostei muito de “[REC]”, estou com um pouco de medo de ver esse filme, até por tentar ser diferente em vários aspectos como você comentou. Abraço!

  3. Fiquei em choque com o seu parágrafo final! Eu adoro a Jennifer Carpenter, mas parece que este ramake – como é normal acontecer – é horrível!

    Abraços!

  4. o que acontece é que Hollywood acaba estragando tudo quanto a idéias originais. Colocarei esse filme na lista de filmes que eu não verei, assim como não verei nenhuma versão americana de algum outro filme recente. Essa semana assisti o horrível “Violência Gratuíta o que para mim foi o pior filme do ano passado.

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  6. Mayara, os que gostaram foram justamente aqueles que não viram ao filme original. Mas nem se eu tivesse nesse grupo eu teria gostado de “Quarentena”… Beijos!

    Jeff, achei essa cena de puro mau gosto. É como se nós próprios estivessem acabando com o tal zumbi.

    Pedro, eu ficaria com “Quarentena”. Esse novo filme de Fincher fede à bomba.

    Vinícius, não há grandes diferenças. Só algumas cenas são diferentes. Mas a maior delas, a de não nos envolvermos com os acontecimentos, é o grande problema. Abraço!

    Kau, é aquele típico terror que é um horror. Abraços!

    Hugo, faz bem! Pegue “[REC]” que suas horas vão ser melhor investidas.

    Marcelo, eu discordo no caso de “Funny Games”. O filme é um remake quadro-a-quadro e eu adoro o filme de 1997.

    Cassiano, seus comentários são um barato, rs.

    Wally, faz bem. Abraços.

    * Olha, apareci nos 80 mais visualizados!!! :D

  7. Alex
    eu tbm gostei do filme de 1997 -apenas gostei. Mas eu naõ acho que precisaria de uma refilmagem americana. Tá, só pelo fato de ter criminosos assim nos EUA. Michela Haneke é um ótimo diretor porém é um vendido. Do elenco americano só gostei mesmo da Naomi Watts,os piores foram a escolha dos assassino.

  8. Marcelo, eu vi a refilmagem e eu a encarei somente como uma revisão, como se eu tivesse assistindo a versão original de 1997 por mais uma vez. Mas eu também achei algo sem necessidade alguma, vendo que se os americanos não prestam para ler legendas o problema é inteiramente deles. Para mim, essa desculpa do Haneke passou de que era para o espectador americano ver não passa de um equívoco.

  9. Comncordo plenamente com o autor da crítica. Assim que eu vi na internet akele trailer do REC que mostrava as reações do público ao ver o filme, não aguentei um dia e fui logo ver o filme. Não me decepcionei, foi um dos melhores filmes de terror que eu já vi. É tenso, assustador, envolvente, realista, inovador, perfeito!

    Quando saiu a refilmagem eu quiz ver também só por curiosidade, mas com a certeza de que não seria tão bom quanto o original. E não deu outra. Quarentena é sim um bom filme de terror, mas só serve pra quem não viu o original (o que explica a grande bilheteria nos EUA). Quem já viu o REC vai achar simplesmente uma merda! Não chega nem perto de assustar tanto quando o REC, e a Carpenter, apesar de escandalosa e convincente, não é tão carismática quanto a mocinha do original.

    Mas uma coisa eu tenho que confessar: as piadinhas dos minutos iniciais, no corpo de bombeiros, são bem mais engraçadas em Quarentena.

    PLEASE STOP THE REMAKES!!!!!!!!!

  10. assisti quarentena não assisti o REC mas amei quarentena só achei o fim meio tosco vou pegar REC na locadora!

    Quem quiser se empolgar e pular da cadeira assistam quarentena nos cinemas!

  11. Thiago, exatamente. É uma pena que não tenhamos comprovado aquele comportamento do vídeo mencionado sobre “[REC]” na platéia que assistiu ao “Quarentena”. E sobre a sua confissão, a minha opinião é contrária.

    Ana, eu não acho “Quarentena” um “só um remake nada demais”. Acho um filme bem canalha!

    Danilo, uma pena que você tenha visto a versão americana antes da versão original espanhola. Mas espero que isto não dimimua o impacto quando você alugar o DVD do filme de 2007.

  12. Eu vi o Quarentena, mas não o REC. O filme é mesmo péssimo, mas é tão mal feito que ri horrores. A cena que ele bate com a câmera então. Hilário. haha

  13. Eu assisti REC, gostei muito, mas fiquei meio chateado, pois, apesar de todos reclamarem da versão em inglês, que lá nos eua não assistiram a espanhola, bom..
    aqui no brasil eu não vi passar em cinema o filme, foi lançado direto para DVD, e mesmo assim, não é qualquer lugar que ache, já o quarentena, até hoje está no cinema…
    uma pena q tenhamos que ser bombardeados com qualquer lixo que venha do norte…
    uma pena que muitos nem terão a oportunidade de curtir o original, assim como várias outras coisas, não só em cinema, como musica, etc..

    ah…
    d qualquer forma, eu curti muito a versão dublada.. apesar de menos assustadora, bom… eu não aguento muito tempo o espanhol, sei lá… me irrita..
    ha ha ha

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