Melhores de 2007: Ator Coadjuvante

1: Jackie Earle Haley, por “Pecados Íntimos”
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– No anonimato desde 1993, Jackie Earle Haley não poderia retornar de forma mais triunfal do que a vista em “Pecados Íntimos”. Trata-se de uma interpretação lembrada pelo Oscar onde lida com um grande desafio: interpretar um sujeito que ainda depende da própria mãe e que fora preso pela acusação de pedofilia. E todas as cenas com o seu Ronnie são as melhores do filme, desde aquela onde ele é expulso de uma piscina pública até o acontecimento posterior a este onde ele tem o seu primeiro encontro com uma mulher madura através de um anúncio de jornal. Ano que vem o ator tem tudo para ser reconhecido mundialmente pelo seu talento no lançamento de “Watchmen”, um dos blockbusteres mais aguardados dos últimos tempos.

2: Alan Rickman, por “Perfume – A História de Um Assassino”
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– Difícil imaginar que Alan Rickman, um dos melhores atores britânicos em atividade, não seja ainda um nome reconhecido por todos depois de tantos grandes momentos nos cinemas. Desde sua estréia nas telonas como o inesquecível vilão Gruber em “Duro de Matar”, Rickman poucas vezes ganhou destaque como protagonista, sendo “Um Certo Olhar” uma das raras exceções. Em “Perfume – A História de Um Assassino” o ator de 62 anos tem vastos instantes para expressar todas as suas emoções como o pai preocupado da bela Rachel Hurd-Wood. E também aparece na cena-chave do filme, a já antológica sequência de orgia na praça pública. Mas deve ser mesmo como o sombrio Severus Snape nos próximos filmes da série “Harry Potter” que Alan Rickman expandirá o seu número de fãs.
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3: Daniel Craig, por “Confidencial”
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– Antes de bombar com “007 – Cassino Royale” e, consequentemente, despertar a fúria dos fãs mais fiéis do personagem por causa das diversas mudanças do recente filme em comparação com todos os outros da longa franquia, Daniel Craig participou de “Confidencial”, um drama independente ao qual reserva o melhor desempenho da sua carreira ao lado de “Sylvia – Paixão Além das Palavras”. Na inevitável comparação com “Capote”, filme rodado no mesmo período de “Confidencial”, mas lançado um ano antes, Craig ganha de lavada de Clifton Collins Jr., vendo que ambos se encarregaram de dar vida ao assassino Perry Smith. Apesar da crueldade que comete, a interpretação de Craig é tão poderosa que é impossível não torcermos pelo bem de seu personagem, algo que não aconteceu com o Perry Smith da vida real.

4: Robert Downey Jr., por “A Pele”
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– Astro tárdio de Hollywood, o ator só foi associado como êxito de blockbusters com o recente “Homem de Ferro”, Robert Downey Jr. parece fascinado por aceitar papéis desafiadores em filmes pouco comuns. Apesar da celebração da sua interpretação como Charles Chaplin no filme de Richard Attenborough, o versátil Downey Jr. passou por graves problemas na justiça na década passada. Uma fase já superada há muito tempo. Em “A Pele” ele encara o personagem mais excêntrico da sua carreira. Trata-se de Lionel Sweeney, homem culto repleto de pêlos por todas as partes do corpo e que desperta uma itensa paixão na fotógrafa Diane Arbus, interpretada por Nicole Kidman. É um papel bonito, que melhor representa o mundo fascinante e melancólico da profissional homenageada. 

5: Paul Rudd, por “Nunca é Tarde Para Amar”
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– Quem disse que comediantes não têm vez aqui no Cine Resenhas? Um dos atores que a diretora Amy Heckerling mais gosta de trabalhar, como avaliado no ótimo “As Patricinhas de Beverly Hills”, “Nunca é Tarde Para Amar” tem gente como Michelle Pfeiffer, Jon Lovitz, Tracey Ullman e até mesmo Saoirse Ronan estreando nos cinemas, mas o filme não seria tão auto-astral sem Rudd. Além do destaque em “A Razão do Meu Afeto” e de ter marcado presença no sexto filme do assassino mascarado Michael Myers, Paul Rudd tem tudo – e muito mais – para continuar arrasando com o seu talento para a comédia. O sucesso de “Ligeiramente Grávidos” e “Ressaca do Amor” que o diga.

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13 Respostas para “Melhores de 2007: Ator Coadjuvante

  1. Olá, Alex. Tdo bem?

    Gostei muito da lista e uma surpresa ter incluso Paul Rudd por “Nunca é Tarde para Amar”, onde estava engraçadíssimo e até ofuscou Michelle Pfeiffer.

    Fique Bem. Beijos!

  2. Mayara, tudo muito bem. Tirei a sexta-feira de folga e nunca descansei tanto como ontem. E eu não poderia concordar mais com o seu comentário, pois Rudd está hilário. Beijos, excelente final de semana.

  3. AMEI que você citou o Paul Rudd na sua lista de melhores, já que ele teve um excelente ano de 2007 com “Nunca é Tarde Para Amar” e “Ligeiramente Grávidos”.

  4. O Paul Rudd tá excelente mesmo em “Nunca é Tarde Para Amar”, por isso adorei sua inclusão na lista – ele ficou no meu top 10 da categoria, mas não entrou na seleção final.

  5. Cara, você é de SP, não? Terça-feira tem pré de ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA no Shopping Iguatemi às 22h (eu acho, pois ainda confirmarei o horário).

    Se quiser ir, avise lá no HOLLYWOODIANO. Ou mande e-mail para otavioalmeida@hollywoodiano.com

    Eu estou com uma vaga lembrança de que você me disse que mora em SP, mas desculpe-me se falei besteira.

    Abs!

  6. Kamila, bom saber. Ele estava tão bem no filme que não poderia me esquecer de acrescentá-lo aqui.

    Pedro, então espero que não aconteça nenhum desacordo nas próximas etapas, rs. Abraço!

    Vinícius, a minha lista de melhores atores coadjuvantes nem precisou de pré-finalistas. E Rudd não poderia ficar de fora.

    Otavio, moro em Sampa, porém na cidade de Santo André. Gostaria muito de pegar essa oportunidade, mas já agendei com um amigo virtual de assistir ao filme na sua segunda semana de exibição por aqui. Ainda assim, obrigado pelo convite. Abraços!

  7. Legal sua lista! Adorei a presença de Rudd, um ótimo comediante.

    Meus escolhidos foram bem diferentes:

    1)Casey Affleck, O Assassinato de Jesse James…
    2)Djimon Hounsou, Diamante de Sangue
    3)Jackie Earl Haley, Pecados Íntimos
    4)Robert Downey Jr., Zodíaco
    5)Tom Wilkinson, Conduta de Risco

  8. Nossa, somente um em comum, Wally. Se bem que temos Robert Downey Jr., mas por papéis diferentes. E Tom Wilkinson deve estar extraordinário em “Conduta de Risco”.

  9. Pingback: Estatísticas 2008 « Cine Resenhas·

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