O Amor Pode Dar Certo

O Amor Pode Dar CertoDermot Mulroney sempre está confortável nos papéis de galã, mas nunca deixou de nos mostrar que é capaz de interpretar outros tipos dotados de dramaticidade como Randall Hertzel de “As Confissões de Schmidt” e John Munn de “Contra Corrente”. Amanda Peet já é mais reconhecida no cinema americano do que o companheiro de trabalho, alternando escolhas simpáticas (“Melinda & Melinda”) como as mais densas (“Identidade”). Mesmo que já sejam antigos conhecidos nossos, faltam-lhe um merecido destaque, um filme que forneça para ambos a chance de protagonista único. É uma pena que a expectativa de ver Dermot e Amanda à frente de uma produção não atinja o grau necessário. Trata-se do velho tema de reaver seus próprios conceitos e aproveitar a vida de forma intensa enquanto o tempo de vida vai se tornando restrito, já explorado em irregulares exemplares recentes como “Antes que Termine o Dia” ou “Um Amor Para Recordar”, mesmo que nestes exemplos exista lá alguma profunda emoção.

Refilmagem de um filme televisivo, o singelo título original refere-se a Henry Griffin e Sarah Phoenix. O primeiro descobre um câncer fatal que não tem cura, mas que pode ser retardado com tratamento rigoroso – não opta pela escolha, só exige antídotos que não o faça sofrer na hora da morte. Já ela conhece não tão pelo acaso Griffin em uma palestra cedida numa universidade. Temperamental, Phoenix quer distância de qualquer relacionamento sério com os homens. Depois de troca de impressões, encontros casuais e até mesmo uma fuga após a entrada sem ingresso num cinema, eles descobrem o afeto que tem um pelo outro, mas o destino intervêm muito antes do esperado. Os que não tiveram a oportunidade de ver “O Amor Pode Dar Certo” na tela grande, podem aproveitar o rápido lançamento em DVD, programado pela Paris Filmes para o dia vinte de Junho.

Mesmo que o casal de intérpretes entreguem alguma sintonia, a primeira experiência de Ed Stone (roteirista e ator de “Happy, Texas”) como diretor de longa-metragem para o cinema é de grande frialdade. Stone tenta a todo custo imprimir o drama, o romance e um pouco de humor num mesmo filme, mas sua tentativa resulta fracassada. Ele não conseguiu delinear cenas verdadeiramente comoventes, a paixão do casal não exala um aumento de vitalidade necessária ao tema em questão e o cômico não possui descontração. Além de outros descuidos como a trilha-sonora mal aplicada e a cena final derrotista (uma pequena ação que parece demonstrar que o amor de Griffin e Phoenix não nos serviu para nenhuma reflexão, e sim o esquecimento, uma passageira experiência), fica difícil para os talentosos Dermot Mulroney e Amanda Peet ultrapassarem sozinhos estes fartos obstáculos. Que ao menos o destino da vida profissional sorria para eles nos projetos futuros.

Título Original: Griffin & Phoenix
Ano de Produção: 2006
Direção: Ed Stone
Elenco: Dermot Mulroney, Amanda Peet, Sarah Paulson, Blair Brown, Alison Elliott, Lois Smith e Jonah Meyerson.
Cotação: 2 Stars

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17 Respostas para “O Amor Pode Dar Certo

  1. Alex,confesso que, quando assisti ao trailer deste filme, me senti interessada. Seu texto não diz muito, mas eu espero que este filme seja um pouquinho melhor do que um “Doce Novembro”, por exemplo.

  2. Kamila, “Doce Novembro” é outro filme que pode ser comparado a “O Amor Pode Dar Certo”. Mas num duelo entre estes dois dramas, o primeiro ganha em disparada. Tem sua simpatia, mas o tema foi explorado tantas e tantas vezes nos cinemas que já não há mais impacto.Excelente semana.

  3. Alex … filme desse tipo não descenão adianta ver filme que vc sabe o começo-meio-fim. pelo menos dá pra funcionar para um casal ou sei lá …abraços amigo

  4. Geralmente não gosto desse tipo de produção, mas devo conferi-la em DVD porque parece ser um filme simpático – até em trabalhos como “Um Amor para Recordar” consigo encontrar algo positivo (até chorei um pouco, o que nunca podia imaginar!).Abraço!

  5. Deve ser algo como “Um amor pra recordar”, fraco mas comovente!Não me interessa….quando é romance, prefiro ver um puta romance!Eu adoro a Amanda Peet, mas não sei se ainda paga o ingresso…xDabraçooo!!!

  6. E aía Alex, andava meio sumido, estava com problema no PC.Mas enfim, não consigo me convencer com Dylan de galã, ele é muito canastrão…seu melhor trabalho mesmo é em About Schimidt, ali esta bacana, pra não dizer hilário.. hehehahabraço!

  7. Saudações, JPO problema de “O Amor Pode dar Certo” não é sua previsibilidade, mas é a falta de delicadeza ao desenvolver a história e as atitudes de seus personagens. No entanto, não é lá de todo ruim.

  8. Vinícius, o que me incomoda em “Um Amor Para Recordar” é o tempo que ele nos toma para ganhar personalidade. Confesso que gosto bastante das canções que são introduzidas nas cenas do filme. Já com “O Amor Pode Dar Certo” nem isto ocorre.

  9. William, você está certo!Não basta apenas ser comovente para se justificar um bom filme e, sim, ser construído através de uma boa história, bons desempenhos, controle na direção e ao menos um pouco de novidades. Gosto de Amanda Peet desde sua participação em “Crimes em Primeiro Grau”. Recomendo-o, caso ainda não tenha conferido. Tudo de bom.

  10. Anônimo, creio que o nosso público nem notou a estréia de “O Amor Pode dar Certo”, devido a esmagadora venda de ingressos do filme “Homem-Aranha 3”. Pelo visto, preferiram ver outro passatempo…

  11. Saudações, Felipe!Estava notando a sua ausência neste último dia. Espero que tenha normalizado tudo “do outro lado”, rs, rs, rs…Creio que ele interpretou bem seus personagens nos filmes “O Casamento do Meu Melhor Amigo” e no “Muito Bem Acompanhada”, mas foi mesmo com sua fisionomia irreconhecível no drama “As Confissões de Schmidt” que eu o notei como bom ator. Abraço para você também, excelente Domingo.

  12. Sinceramente nunca vi uma crítica de filme tão infeliz como essa. Concordo com o fato de que “gosto é gosto” mas o seu é realmente medíocre.Falar que a trilha sonora é ruim? Não entende nem de música e nem de filme.Só lamento. Ainda bem que você não é ninguém senão o estrago seria bem maior.

  13. Nossa, eu nao sou uma jornalista expert em críticas mas eu achei esse filme maravilhoso.É envolvente, tem história e não acaba como “doce novembro”.Muitas pessoas que frequentam casas de apoio a mulheres com cancer como eu, amam o filme, pela delicadeza e forma de tratar a doenca mesmo quando a mesma já esta em fase terminal.Só se aprende a viver ao maximo… quando resta pouco tempo. Esse filme da banho naqueles que so pensam em trabalho e dinheiro, e se esquecem de que quando morrerem, nao levarão nada disso. Aprendam a viver enquanto tiverem saúde pra isso.

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